À procura de doutores

Muitas pessoas buscam líderes cristãos que atendam suas demandas, mas não falam o que é bíblico

Achar um bom médico no SUS (Sistema Único de Saúde) é uma tarefa difícil. Mas você sabia que existem pessoas amontoando “doutores para si”?

Paulo, escrevendo a Timóteo, nos anos de 66-67 d.C já dizia que muitos se cercariam de “doutores” conforme suas concupiscências (desejo exagerado da carne, egolatria, pecado), conforme 2 Timóteo 4:3-4.

Pessoas estudariam, se graduariam, pós-graduariam, virariam doutores e mestres com oratória impecável para atender a um grupo seleto na igreja que Paulo chama de carnal.

É possível achar um equilíbrio entre o estudo e a continuidade de um comportamento cristocêntrico na Igreja? Quais as características destes “doutores”?

As características são visíveis em líderes que percebem um público sedento e ávido a coisas novas, novidades que facilitem a cruz de Cristo e ao mesmo tempo, traga-lhes bom entretenimento.
Direcionar o evangelho a um público seleto é totalmente contrário ao que Cristo pregou. O evangelho de Cristo é inclusivo, para todos ao mesmo tempo, o tempo todo. A igreja relacional, missional visa aproximar todas as classes. Cristo rompeu estes paradigmas de separação de classes, mas os “os doutores” querem ressuscitar esta modalidade para a nossa tristeza.

Geralmente, esses líderes só gostam do púlpito, dos escritórios com ar condicionado, visitam apenas aqueles que lhes convém e que lhes pode trazer alguns benefícios, enquanto a classe de necessitados da igreja clama.

Alguns aproveitam o tempo do natal (e só) para fazer ceia natalina para os pobres ou distribuição de sopas nos viadutos das grandes cidades, com inúmeras selfies para a divulgação do “evento” nas suas redes sociais.

São avessos à oração devocional, humilhação, intercessão por uma pessoa, uma família. Lutar pela ovelha, visitar, se interessar não consta nos seus dicionários.

Deus conhece você, não se iluda com discursos bonitos se não vierem acompanhado com frutos para a salvação.

Ele nos traz a cura que necessitamos e nos faz sadios diante de Deus e dos homens. Que o grande servo sofredor de Isaias 53 nos ajude nos nossos conflitos.

“Porém, a sabedoria que vem do alto é antes de tudo pura, repleta de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sem hipocrisia.” (Tiago 3:17)

 

Pr. Omar Figueiredo congrega na IAP em Pq. Edu Chaves (São Paulo, SP)