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O ministério é um chamado divino, autenticado pelo Espírito Santo, e não por uma certidão de casamento

“Se não for o Senhor, o construtor da casa, será inútil trabalhar na construção. Se não é o Senhor que vigia a cidade, será inútil a sentinela montar guarda. ” – Sl 127.1 – NVI

Quando pensamos em casal pastoral, nos lembramos no doce que é servido em casamentos, o “bem-casado”, aquele bolinho com delicioso recheio de doce de leite. Um casal pastoral bem resolvido e unido no Ministério é agradável como esse doce, por que o exemplo de vida fala mais alto e os membros da igreja são bem atendidos. Há alegria, amor, satisfação, confiança, parceria, união, solidez e autenticação de Ministério. Todos veem este casal trabalhando para a glória de Deus. Por outro lado, quando o pastor possui uma esposa que não o apoia, há muita insatisfação e muitos problemas não são resolvidos.
Mas a aspiração ao casamento não pode funcionar como pressão para os jovens pastores se casarem logo. Quando eles iniciam o Seminário, não faltam pretendentes. O Ministério parece ser algo que se desempenha sem problemas e o pastor, uma pessoa ideal, pois carrega em suas funções um certo “status”. No entanto, dizemos ao aspirante do Ministério ou ao jovem pastor solteiro, não se precipite. Alguns detalhes são importantes:

Passos naturais do casamento
Os passos naturais são: amizade, namoro, noivado e casamento. Amizade é para conhecimento prévio. O conhecimento virtual pode esconder a verdadeira personalidade. Namoro é para aprofundamento do conhecimento no contexto familiar e dos propósitos futuros. Se há um chamado claro para o Ministério Pastoral, isto deve ser dito no namoro. Nem sempre a primeira impressão é a que fica. Na dúvida, não prossiga.
Noivado é para preparação física, emocional, espiritual e financeira para o casamento. E casamento é para usufruírem juntos do propósito de Deus para a vida e o Ministério. Mas quando o namoro acontece sem se conhecer plenamente o futuro cônjuge, sem se discutir claramente o futuro ou baseado apenas na paixão, pode resultar num casamento fracassado. Ou então, um namoro muito apressado, sem a preparação devida, sem os cônjuges assimilarem o estilo de vida bastante peculiar, que é o pastorado.

Convicção divina
Deus é o construtor do lar. Não é assim o texto acima? “Se não for o Senhor o construtor da casa, será inútil trabalhar na construção.” Confie mais em Deus e menos em si próprio. Não confunda a vontade de Deus com o fascínio da beleza física e do romantismo. Provérbios 31.30 – “A beleza é enganosa, e a formosura é passageira; mas a mulher que teme ao Senhor será elogiada.” Já no namoro, é preciso mais razão que emoção. Fica muito mal o pastor ou futuro pastor ter muitas namoradas antes de se casar. O mesmo Deus que trouxe uma companheira idônea para Adão, trará também, no tempo certo, a companheira de vida e de Ministério.

Conversão
Ela realmente é convertida? A pergunta não é se ela já nasceu em um lar cristão, se a família é importante na igreja local, se frequenta assiduamente os cultos, se é batizada ou tem cargos na igreja local. Mas o mais importante é saber se ela teve um encontro com Cristo e este passou a ser “Senhor e Salvador” da sua vida. Não precisa ser perfeita, aliás, não existe cônjuge perfeito, mas precisa ser convertida e não apenas convencida. A função maior do Ministério é levar salvação aos outros. Como fazer isto se a esposa não entrou neste processo?

Ministério é assumir a cruz de Cristo
Ela precisa saber que o Ministério é cruz. Que precisa viver Lucas 9.23 “Jesus dizia a todos: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me.” Que o seu futuro esposo terá três patrões: a consciência, Deus e a Igreja (liderança). Que assim como o esposo, terá que dizer não para muitas coisas. Terá financeiramente para o básico. Fará mudanças às vezes indesejadas. Seu esposo será um homem público, a qualquer hora do dia poderá ser solicitado e por isso não terá horário fixo para as suas atividades. Dependendo da estrutura da igreja local, o seu lar poderá ser bastante frequentado. Embora não seja necessário que seja “Pastora”, haverá visitas ou aconselhamentos nos quais será importante a sua presença.

Pastor pode ser solteiro?
E para os pastores que optam por não se casarem? Pastor deve, necessariamente, ser casado? A resposta é “preferencialmente” e não “necessariamente” ou “obrigatoriamente”. A Bíblia diz: “Quem encontra uma esposa encontra algo excelente; recebeu uma bênção do Senhor.” (Pv 18.22). Vida a dois é bom, facilita muitas coisas no Ministério, contudo, não é pré-requisito obrigatório. Não é nenhum demérito ou pecado ser solteiro no Ministério. Ninguém é obrigado a se casar, muito menos urgentemente. Temos vários pastores solteiros em nosso Ministério e são homens de Deus e aprovados. Em 1 Coríntios 7.7 temos o exemplo e conselho do apóstolo Paulo neste particular: “Gostaria que todos os homens fossem como eu; mas cada um tem o seu próprio dom da parte de Deus; um de um modo, outro de outro. ” Permanecer solteiro para sempre, de acordo com este texto, é um dom. Se alguém tem convicção deste dom, permaneça solteiro. Mas como Paulo prosseguiu: “… se não conseguem controlar-se, devem casar-se, pois é melhor casar-se do que ficar ardendo de desejo.” (1 Co 7.9). O ministério é um chamado divino, autenticado pelo Espírito Santo e não por uma certidão de casamento.
Solteiros ou casados, devemos ter a mesma convicção de Paulo: “Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus.” – Fl 1.6 (grifo nosso).

Pr. Elias Alves Ferreira congrega na IAP em Boqueirão (Curitiba, PR) e integra a equipe do Ministério de Vida Pastoral – Convenção Geral.

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