Conversando, a gente se entende

Princípios para o diálogo em família


Como maio é considerado o mês da família, vale a pena refletir sobre como anda a comunicação entre os pais, filhos e cônjuges? Será que há um interesse real em compartilhar as necessidades pessoais e emocionais? O que o outro fala é importante? Sabemos que o avanço da maldade tem diminuído a importância do amor para muitos (cf. Mt 24:12). Mas, não podemos deixar-nos influenciar pela tendência da pós-modernidade, na qual tudo é provisório, nada é permanente. O sistema maligno do mundo não pode ditar as regras para nossa família. Carlos Catito, psicólogo e terapeuta de casais, afirma que não há fórmulas mágicas para um sucesso no casamento, senão o diálogo.

A falha de comunicação é um dos grandes males que afetam diretamente as famílias. Por isso, precisamos cuidar desta área em nossa casa. Pais precisam conversar com seus filhos. Cônjuges não podem manter um relacionamento superficial, conversando apenas no ato sexual, se é que conversam nesta hora. É preciso investir mais no diálogo em família, combatendo com afinco toda indisposição e ofensa. “Quando vocês ficarem irados, não pequem. Apaziguem a sua ira antes que o sol se ponha, e não dêem lugar ao diabo” (Ef 4:26-27, NVI). Fazendo assim, a harmonia de Cristo reinará no lar e em cada membro da família.

“… vocês foram chamados a viver em paz, como membros de um só corpo. (Cl 3:15b).” Por isso, na hora da raiva, não comece um diálogo. Porém, é bom lembrar que “a resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira” (Pv 15:1). O melhor mesmo é esperar passar um tempo, para “esfriar a cabeça”, mas não muito tempo. Lembre-se do conselho bíblico de não deixar o sol se pôr sobre a ira. Nada de dormir com raiva do marido ou da esposa; do irmão ou da irmã; do pai ou da mãe; do filho ou da filha. “Sejam sóbrios e vigiem. O diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar” (1 Pd 5:8). Então, cuidemos bem da comunicação!

A comunicação é importantíssima para diversos seguimentos. Mas, na família ela é vital, tanto quanto para um piloto de avião e sua torre de controle. Dependendo da falha, pode acontecer um desastre! Não podemos ter receio de falar abertamente com as pessoas da nossa casa. Se não esclarecermos certos assuntos, com os filhos, por exemplo, os de fora o farão, e de forma inapropriada, causando danos irreversíveis. A falta do diálogo em família pode ser letal. Casais que não conversam vivem como estranhos dentro da mesma casa. A amizade, a diversão e o respeito precisam continuar no casamento igual no período de namoro, sempre com uma conversa agradável.

“Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito.” (Cl 3:13,14). Ah, o amor! Sem ele, até a boa comunicação falha. Pois, “ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine” (1 Co 13:1). Quando existe o amor, eu falo, mas ouço também.  Falo sempre a verdade, mas falo com amor. Nunca uso o silêncio para dar “gelos”. Escuto atento, antes de responder. Não inflamo a discussão, nem respondo com raiva, evito aborrecer o outro, não insisto contra sua vontade. Estou sempre disposto a reconhecer o próprio erro, e pedir perdão por ter errado. Não culpo, nem critico, porém, sem cessar repito: “Eu amo você!”. Assim, o diálogo familiar, jamais acabará, porque Cristo nos fortalecerá (Fp 4:13).

 

 

Pr. Mateus Silva de Almeida é responsável pelas IAPs em Limeira e Piracicaba, ambas na Convenção Paulista.

 

[1]Carlos “Catito” e Dagmar. Casamento e família: Cuidado com os ladrões. Revista Ultimato – Ano XLIV – Nº 330, Maio-Junho, 2011.

 

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