Cristo, a esperança de resgate

Um final feliz para aqueles que estão à deriva

“Nunca perdi a esperança de ser resgatado”. Estas palavras foram proferidas pelo pescador Zenildo de Oliveira Pacheco, de 31 anos de idade. Ele estava se referindo aos momentos turbulentos em que passou com outros cinco pescadores. Foram nada menos que 23 dias à deriva, em alto mar. Eles saíram de Itapemirim, no Espírito Santo, passaram em Cabo Frio, na região dos Lagos, no Rio de Janeiro, para abastecer e previam voltar para casa no dia 4 de junho, após 12 dias de viagem na área da Bacia de Campos. Contudo, as coisas não saíram conforme o esperado. A volta para casa teve de ser prolongada. Isso porque o barco em que estavam, a saber, o pesqueiro Witamar III, de 12,5 metros de comprimento e 4 metros de largura, foi atingido por uma onda de aproximadamente 10 metros de altura. Não teve jeito, o sistema elétrico do barco não aguentou o impacto do temporal e sofreu uma  pane.

O sistema elétrico deu pane e os tripulantes, possivelmente, ficaram em pânico. O mar é um ambiente pouco visitado, em comparação com a terra firme. Iniciava-se, então, um longo período de sofrimento, nunca antes vivido por nenhum deles. Os dias foram se passando, e a escassez de alimento e de água, aos poucos, agravavam ainda mais a situação. Zenildo ainda relembra: “…Não tinha água. Tivemos que tomar urina. No final das contas, a gente estava fraco, se arrastando e não aguentava andar mais. Alguns queriam até mesmo se suicidar pelo sofrimento”. Que situação caótica! Àquela altura, não havia outra possibilidade de sobrevivência para eles, a não ser, a de um resgate. Eles bem que poderiam ser resgatados em menos tempo se uma das várias embarcações que passaram perto do grupo os tivessem avistado. “A gente estava praticamente invisível”, afirmou Zenildo.

Essa angustiante história teve um final feliz. Os pescadores, finalmente, foram resgatados por um navio mercante de bandeira italiana, no dia 27 de junho. Este triste acontecimento nos faz recordar de um lamentável fato ocorrido no início da história humana. Homem e mulher eram seres completamente puros, sem pecado. Até que um dia, ambos causaram a maior pane em suas vidas. Eles desobedeceram a Deus, e, como conseqüência,tiveram de amargar o sofrimento e a morte (Gn 3:16-19). Desse modo, Adão e Eva, juntamente com todos os seus descendentes, estavam perdidos. Paulo observa que estávamos mortos em nossos delitos e pecados (Ef 2:1).

Precisávamos de um resgate. Mas não havia um resgatador com competência suficiente para pagar o preço por nossos pecados. Foi então que o amor de Deus se manifestou, enviando ele o seu Filho único em nosso resgate (Jo 3:16). Acerca de Cristo, Paulo afirma: Ele vos deu vida… (Ef 2:1). Portanto, não adianta procurar saída onde não tem. Muitos buscam refúgio no ateísmo, no budismo, no islamismo e em outras religiões que ignoram o poder salvífico de Cristo. Mas isso de nada valerá. Jesus é o único caminho para o Pai (Jo 14:6). Não tenhamos dúvida: somente ele veio buscar e salvar os perdidos (Lc 19:10). Cristo é a única esperança de resgate para os perdidos desse mundo.

Mis. Jailton Sousa Silva é colaborador do Departamento de Educação Cristã (DEC) da Igreja Adventista da Promessa.

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