Dicas da lição 2 – “Uma nova chance”

Uma nova chance

  • Para ouvir o podcast desta lição, clique AQUI.

 

Dicas

Dinâmica: Na introdução da lição bíblica, o professor poderá convidar um ou dois alunos (combinados previamente), a contar para classe a história da saída de um antigo emprego, e a entrada em um novo. Peça a eles que conte a classe a experiência de ser demitido em contraste com a sensação de ter uma nova chance em um novo emprego.

Vídeo 1: No item 2 “Nova chance para acertar” e questão respectiva (2), o professor, poderá apresentar um vídeo que explora a história de Raabe sob o prisma arqueológico. Veja nesse link e assista o vídeo com sua classe até o minuto 7:13: https://www.youtube.com/watch?v=xwOsKLh8XW0&t=345s

Confira o link a seguir, que fala um pouco da caminhada do povo até Canaã: https://jesusreigns.wordpress.com/2009/07/13/israels-exodus-from-egypt-and-entry-into-canaan/.

Vídeo 2: No item “Lições para praticar”, (“Em sua vida, acredite na bondade de Deus”), Você poderá utilizar um vídeo apelativo em relação a misericórdia de Deus para com Raabe, e como Deus nos trata com essa mesma bondade: https://www.youtube.com/watch?v=7FjKVRPbb9E

Comentários Adicionais

    1. Hospedagem suspeita
      “(…) entraram na casa de uma mulher prostituta. O texto tem todo cuidado de não deixar implícito um relacionamento sexual entre os espiões e sua hospedeira. Existe uma expressão usual para designar a entrada em prédios de todo tipo (cf. Jz 9.5; 2Sm 12.20; 2Rs 19.10). Tal expressão não sugere relações sexuais com uma prostituta. Caso a intenção fosse sugerir relações sexuais, não teria havido qualquer palavra intermediária, tal como a casa de. Isso se vê quando Sansão visitou uma prostituta e ‘coabitou com ela’ (lit. ‘entrou a ela’; Jz 16.1). Ademais, o último verbo do versículo [Js 2.1], pousaram ali, não é utilizado para indicar relações sexuais sem o uso da preposição ‘com’ seguida da designação de uma parceira.” (HESS, Richard. Josué: Introdução e comentário. Tradução de Márcio Loureiro Redondo e Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova, 2006, p.77).
    2. Bordel ou hospedaria?
      “Por que os espiões escolheram a casa de uma prostituta? Essa casa era mais provavelmente uma taberna, uma hospedaria ou uma parada para descanso, que poderiam ser utilizados por visitantes, ao invés de um bordel. Existem evidências em favor de tais acomodações para passar a noite e de seu uso por caravanas em viagem e por mensageiros reais na Canaã dos séculos XIV a XII. Não há motivo algum para duvidar que algo parecido existia na Jericó antiga. Vê-se confirmação disso mais tarde, à época do Novo Testamento (Lc 10.30-35). Tal local naturalmente atrairia a depravação da região, tal como tem sido o caso ao longo da história.” (Ibidem, pp.77-78).
    3. Escondidos no terraço
      “Na casa de Raabe, como era costume na época, usava-se o terraço para secar o trigo e outros cereais. Essa parte da casa se chamava eirado e era uma espécie de andar superior descoberto, onde se colocavam esses grãos até que ficassem secos, para depois serem consumidos como alimentos. Raabe, sabendo que o rei viria atrás dos dois espias, resolveu salvá-los e os escondeu no terraço, entre os talos de linho que ali haviam sido colocados.” (Nicodemus, Augusto. A conquista da terra prometida: a mensagem de Josué para hoje. São Paulo: Vida Nova, 2017, p.48).
    4. Por que Josué enviou espias?
      “(…) o fato de Josué enviar os espias é simplesmente uma evidência da sua precaução como general e não conflita com o milagre que se seguirá. Também não é indicação de falta de fé nas promessas de Deus. O relato dos espias deve ser visto sob essa luz.” (WOUDSTRA, Marter H. Comentário do Antigo Testamento: Josué. Tradução de Marcos Vasconcelos. São Paulo: Cultura Cristã, 2011, p.83).
    5. O significado do cordão de escarlate
      “Alguns pais da igreja consideravam que o cordão vermelho usado por Raabe como sinal pelo qual ela e sua família seriam poupados da morte era como um símbolo do sangue de Cristo. A própria Raabe era considerada como um símbolo da igreja, visto que por sua fé e afeição ela garantiu a segurança de sua família. Associações tipológicas desse tipo devem ser tratadas com todo cuidado. Qualquer conexão tipológica entre os Testamentos deve ser reconhecida à luz da consciência da própria Bíblia, mas é necessário ter o cuidado de identificar se há, de fato, uma linha de continuidade real que se estende do ‘tipo’ àquilo que ele supostamente tipifica.” (Ibidem, p.87).
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