Dicas da lição 4 – “A justiça do evangelho”

A justiça do evangelho

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Dicas

Dinâmica – A sentença do Juiz: Papéis com o nome RÉU para cada aluno de um lado do papel; do outro lado do mesmo papel deve estar escrito “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23). Papel com o nome ACUSADOR, escrito no verso: “Acuso o réu de pecar contra a lei de Deus e de se rebelar contra a vontade dele”; Papel com o nome ADVOGADO DE DEFESA, escrito no verso: “Em defesa do réu, peço sua absolvição porque a dívida dele foi paga. Eu morri em seu lugar para que tivesse perdão de seus pecados”; Papel com o nome JUIZ, escrito no verso: “Eu declaro o réu inocente, pois foi justificado por Jesus”.
Procedimento: Escolha 04 alunos para representar o RÉU, ACUSADOR, ADVOGADO DE DEFESA e JUIZ. Os demais alunos recebem um papel com o nome RÉU, atrás deve estar escrito o versículo, conforme descrição acima. Em seguida, aparece o aluno que representa o acusador, acusando o réu do seu pecado, conforme a descrição no verso do papel. Depois, vem o aluno representando Jesus como advogado, defendendo o réu, conforme a descrição no verso do papel. Por fim, aparece o aluno que representa Deus e lê a sentença dele como juiz: “Eu declaro o homem inocente, pois foi justificado por Jesus”. Em seguida, iniciem o estudo da lição.

Imagens ilustrativas: Baixe da internet duas imagens: Uma de uma coroa de espinhos, representando o sacrifício e a graça de Jesus; a outra, de um cordeiro sacrificado, representando os sacrifícios de animais e os ritos cerimoniais dos judeus. Compare ambas e discuta com a classe qual dos sacrifícios é suficiente para a nossa justificação. Faça isso ao estudar o item 1: A suficiência do evangelho.
Para sugestão de imagens, você poderá acessar os seguintes links: https://www.google.com.br/search?q=coroa+de+espinhos&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjEgq_jaXaAhXJh5AKHRyNA0sQ_AUICigB&biw=1600&bih=745#imgrc=olE4BXk54MkCpM:
https://www.google.com.br/search?q=cordeiro+sacrificado&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjYno2hqXaAhUDkJAKHeFJC7IQ_AUICygC&biw=1600&bih=745#imgrc=es7XuSVWQizLDM:
As imagens podem ser impressas em papel sulfite ou projetadas em Datashow.

Material de apoio: Use os comentários adicionais, disponíveis no espaço abaixo, para complementar a aula.

Comentários Adicionais

    1. A luta pela liberdade cristã
      “A primeira luta de Paulo pela liberdade cristã deu-se na assembléia em Jerusalém (At 15:1-35; Gl 2:1-10); a segunda, em seu encontro particular com Pedro (Gl 2:11-21). Se Paulo não houvesse se mostrado disposto a participar dessa batalha espiritual, a Igreja do primeiro século poderia ter se tornado apenas uma seita do judaísmo, pregando uma mistura de Lei e graça. Mas, por causa da coragem de Paulo, o evangelho permaneceu livre de qualquer legalismo e foi levado aos gentios de modo extremamente abençoado”. (WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo: Novo testamento: vol. 1. Tradução de Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica, 2006, p.902).
    2. Os inimigos do evangelho
      “Desde o tempo de Paulo, os inimigos da graça têm procurado acrescentar algo ao evangelho simples da graça de Deus. Dizem que a pessoa é salva pela fé em Cristo mais alguma coisa – boas obras, os dez mandamentos, batismo, associação a uma igreja, rituais religiosos -, e Paulo deixa claro que esses mestres estão errados. Na verdade, o apóstolo profere uma maldição contra todo aquele (seja homem ou anjo) que pregar qualquer outro evangelho diferente do evangelho da graça de Deus, cujo cerne é Jesus Cristo. [..] Mudar o evangelho é assunto sério”. (WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo: Novo testamento: vol. 1. Tradução de Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica, 2006, p.905)
    3. Uma lição difícil
      “Deus havia dado o Espírito Santo aos gentios que creram da mesma forma como o havia concedido aos convertidos judeus, de modo que não havia distinção. Foi uma lição difícil para os primeiros cristãos, depois de séculos de distinção entre judeus e gentios (Lv 11:43-47; 20:22-27). Em sua morte na cruz, Jesus havia quebrado as barreiras entre judeus e gentios (Ef 2:11-22), de modo que, em Cristo, não há qualquer diferença racial (Gl 3:28). Em seu discurso na assembléia, Pedro deixou claro que havia somente um caminho para a salvação: a fé em Jesus Cristo”. (WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo: Novo testamento: vol. 1. Tradução de Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica, 2006, p.904).
    4. Crucificado com Cristo
      “Estou crucificado com Cristo: a transformação da morte para a vida leva Paulo a discorrer sobre o meio pelo qual isto se dera, e seus pensamentos voltam-se instintivamente para a cruz de Cristo. Ele não oferece, no entanto, uma exposição teológica. Em lugar disso, demonstra o papel desempenhado pela cruz na sua própria experiência. É possível que esteja pensando nos efeitos objetivos da morte de Cristo desfrutados por todo crente, ou talvez esteja meditando sobre a comunhão do crente com Cristo ao ser chamado para suportar uma crucificação espiritual do “eu” semelhante à dEle”. (GUTHRIE, Donald. Gálatas: introdução e comentário. Tradução Gordon Chown. São Paulo: Mundo Cristão e Vida Nova, 1984, p.111).
    5. Entendendo a palavra “lei”
      Jamais percamos de vista que, nos escritos de Paulo, a palavra lei – assim como outras muitas palavras – tem mais de um significado […] De um lado, Paulo se regozija de não estar debaixo da lei (Rm 6.14, 15; cf. 7.6). Ele fala de estar livre da maldição da lei (G13.13). […] Mas, de outro lado, ele também nos diz que está “debaixo da lei de Cristo” (1 Co 9.2), e que “no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus” (Rm 7.22), e que “a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom” (Rm 7.12), e que o amor – o mesmo que é descrito como sendo “o maior destes” (1 Co 13.13) – é o cumprimento da lei (Rm 13.10; cf. G15.14; 6.2)”. (HENDRIKSEN, William. Comentário do NT – Gálatas. Tradução de Valter G. Martins. São Paulo: Cultura Cristã, 2009, p.150)