Dicas da lição 8 – “Tomando posse da terra”

Tomando posse da terra

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Dicas

Dinâmica: Papelão ou cartolina, tesoura e cola para papel.
O nome dessa dinâmica é “a peça que faltava” e deve ser realizada assim: Divida a classe em dois ou mais grupos e distribua um quebra-cabeça para cada um deles, porém, tire uma peça de cada quebra-cabeça. Ao solicitar que os grupos montem a figura, eles perceberão que está faltando uma das peças e falarão isso ao professor que logo a entregará aos mesmos.  Esta dinâmica deve ser usada no item 1: Deus luta pelo seu povo, exemplificando que, por mais que nos esforcemos em nossas lutas e batalhas, somente Deus nos garante a vitória, providenciando tudo aquilo que nos vier a faltar.
Obs: O quebra-cabeça pode ser feito pelo professor. Basta escolher uma figura grande, colar um papelão atrás e recortar em pedaços médios ou grandes. Se possível, escolha uma figura concernente com o assunto da lição. Pode ser uma muralha, um soldado, uma carruagem, etc.

Experiência pessoal: Para o item 2: o extermínio dos cananeus, abra um debate na classe com as seguintes questões: “Você já imaginou Deus como um ser mal? O que lhe fez mudar de ideia e enxergar a bondade dele?”
Deixe que os alunos relatem as suas experiências e, em seguida, relacione-as à situação de extermínio dos cananeus, mostrando que Deus é sábio e justo em suas decisões, ainda que, às vezes, não as entendamos.

Desafio da gratidão: Folha de papel sulfite a4 e caneta esferográfica.
Peça para cada aluno descrever em um pedaço de papel uma vitória pessoal concedida por Deus, que tenha sido marcante. Em seguida, sugira a troca dos papéis entre os alunos, desafiando-os a agradecer a Deus em oração durante a semana pela conquista descrita no pedaço de papel que recebeu. Desse modo, todos agradecerão pelas conquistas pessoais uns dos outros.

Material de apoio: Use os comentários adicionais, disponíveis no espaço abaixo, para complementar a aula.

Comentários Adicionais

    1. A prática de guerra de destruir completamente os inimigos
      “Pouquíssimas dentre as inúmeras questões suscitadas pelo livro de Josué criam mais dificuldade do que a indagação de como um Deus amoroso poderia ordenar o extermínio total de nações que habitavam a terra prometida. Não existe uma solução fácil ou simples para esse problema. No entanto, é de ajuda colocar as ações de Israel em seu contexto tanto da Bíblia quanto do antigo Oriente Próximo […]. Em Mari, no século XVIII a.C., um comandante militar também proclama um “interdito” nos despojos de guerra. Essas ideias paralelas de (1) guerra total contra seres vivos e contra todos os bens e (2) seu entendimento à luz de dedicação à divindade nacional são conhecidas na Moabe do século IX (onde se emprega a mesma raiz hebraica, hrm), na Assíria daquela época e no Egito do século XII. (…) Mesa, rei de Moabe, registra como tomou de Israel a cidade de Nebo, matou todos que havia nela e “dedicou” a cidade a seu deus, Astar-Camos”. (HESS, Richard. Josué: Introdução e comentário. Tradução de Márcio Loureiro Redondo, Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova, 2006, p. 41-42).
    2. A descrição de que “nenhum sobreviveu” nem sempre é literal
      “O uso da hipérbole na descrição da destruição total (‘sem deixar sobrevivente algum’) é comum em relatos de conquista. O texto em si demonstra que se trata de uma figura de linguagem, visto que mais adiante, em Josué 15.13-16, há uma menção aos habitantes de Hebrom e Debir. Esse tipo de hipérbole aparece na Inscrição de Merenptá, numa referência a Israel, declarando que não havia restado nenhum descendente de Israel; na Inscrição de Mesha Israel é descrito como completamente destruído para sempre. Afirmações retóricas como essas são sinais de vitória militar e podem ser encontradas em relatos hititas, egípcios e assírios de campanhas militares. O uso da hipérbole não quer dizer que a narrativa seja imprecisa, enganosa ou falsa, pois qualquer leitor poderia reconhecer esse estilo retórico, bastante utilizado para informar os resultados das batalhas”. (Walton, John H. Comentário bíblico Atos: Antigo Testamento. John H. Walton, Victor H. Matthews, Mark W. Chavalas. Tradução de Noemi Valéria Altoé. Belo Horizonte: Editora Atos, 2003, p.234).
    3. As guerras na antiguidade eram dedicadas as divindades dos povos
      “Dessa forma o tipo de guerra atribuída a Israel em Josué não se origina numa teologia de ‘guerra santa’ peculiar à teologia do Antigo Testamento. Pelo contrário, é uma ideologia política que Israel partilhava com outras nações. Todas as guerras travadas por um país eram ‘guerras santas’, dedicadas à glorificação da divindade nacional e à ampliação do reinado da divindade. Se existe um aspecto distintivo da atitude de Israel frente à guerra, ela é que Deus não aprovava todas as guerras. Esses exemplos, tais como a batalha de Ai (Js 7), ilustram a teologia distintiva de Israel quanto à guerra”. (HESS, Richard. Josué: Introdução e comentário. Série Cultura Bíblica. Tradução Márcio Loureiro Redondo, Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova, 2006, p. 41-42).
    4. Deus julgaria os cananeus de acordo com Gênesis 15:16
      “Deus os desapossará [os cananeus] em favor de seus eleitos em plena concordância com seu governo moral do mundo. Aliás, Deus só desapossará as nações quando elas vierem a ser totalmente saturadas com a iniquidade (Lv 18.24-28; 20.23). Da mesma forma ele não envia o dilúvio enquanto a terra não estiver saturada de corrupção (Gn 6.5, 12), e não destruirá Sodoma e Gomorra enquanto não perceber que na cidade não resta sequer um quórum de justos. A conquista e estabelecimento de Israel em Canaã têm por base a equidade absoluta de Deus, não a agressão franca. Mais tarde, quando as iniquidades de Israel chegarem à plenitude, Deus expulsará da terra inclusive sua nação eleita (Dt 28.36, 37; 2Rs 24.14; 25.7). Os textos ugaríticos ([…] de 1400 a.C.), descobertos na costa Síria em 1929, documentam as iniquidades dos amoritas [ou cananeus]. Os deuses que adoravam se degradaram em violentas atrocidades e em promiscuidade sexual”. (Bruce K. Waltke. Gênesis: Comentário do Antigo Testamento. Tradução de Valter Graciano Martins. São Paulo: Cultura Cristã, 2003, p. 297).
    5. Os cananeus tiveram centenas de anos para se arrepender
      “[…] o povo da terra [de Canaã] havia recebido diversas oportunidades de arrepender-se e de voltar-se para o Senhor, como fizeram Raabe e sua família. Deus suportou com paciência a perversidade do povo de Canaã desde os tempos de Abraão (Gn 15:16) até os dias de Moisés, um período de mais de quatrocentos anos (ver 2 Pe 3:9). Do êxodo até a travessia do Jordão, passaram-se mais quarenta anos na história de Israel, e os cananeus sabiam o que estava acontecendo (ver Js 2:8-13)! Todas as maravilhas que Deus operou e todas as vitórias que Deus deu a seu povo serviram de testemunho para o povo da terra de Canaã, mas eles preferiram continuar com sua vida de pecado e rejeitar a misericórdia de Deus. Não pense em momento algum que os cananeus eram uma gente desamparada e ignorante, sem qualquer conhecimento do Deus verdadeiro. Estavam pecando de modo consciente e deliberado”. (Wiersbe, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Antigo Testamento: volume II, Histórico. Tradução por Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica editora, 2006, p. 43-44).