Dsa. Ridethe Ramos de Souza, uma serva do Senhor que serviu a muitos

Dsa. Ridethe Ramos de Souza, uma serva do Senhor que serviu a muitos

“… Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam.” Ap. 14:13

Ridethe nasceu em 21 de Janeiro de 1938, filha de Severino Ramos e Silva e de Adélia Souza e Silva, em Lucianópolis (SP). Foi criada na Igreja Adventista da Promessa, na igreja de Ubirajara (SP). Foi batizada pelo saudoso Pastor Francisco Tabanez, quando tinha 12 anos. Logo que se tornou membro da igreja, assumiu o cargo de secretária da Escola Bíblica, que ocupou por diversas vezes, além de ter sido professora de crianças e também de senhoras.
Fez o curso primário em Ubirajara. Como na cidade não havia ginásio e seu desejo de continuar estudando era incontido, mudou-se para Santa Cruz do Rio Pardo (SP). Foi morar numa pensão juntamente com seu irmão, Gidalte. Tempos depois sua família foi também para Santa Cruz.

Terminado o curso ginasial (como era a denominação da época), fez o primeiro ano científico, pensando em cursar Odontologia. A vida financeira mudou e ela resolveu cursar o técnico em Contabilidade, em 1959. Naquele ano, ficamos noivos. Eu era missionário e pastoreava a IAP em Vila Maria. Casamo-nos em 21 de junho de 1960, depois de cinco anos de namoro e noivado.

Após o casamento, fomos morar em Paranavaí (PR), onde assumi um grande campo pastoral, com 29 igrejas e congregações. Durante o restante daquele ano, Ridethe não pôde estudar e me acompanhou por todo o campo, em condições muito difíceis, ora pelos meios de transportes, ora pelas acomodações e ora pela infestação de insetos.

Em 1961 voltou a estudar, terminou o Curso Técnico de Contabilidade e ocupou vários cargos na igreja de Paranavaí: professora, tesoureira e presidente da Umap, além de ser a zeladora da igreja. Depois de cinco anos no Paraná, já com nossa filha Denise, nos mudamos para o Rio de Janeiro, onde tomei posse como presidente da Região Leste. Logo no início, ela montou uma escola para alfabetizar crianças das vizinhanças da igreja e, com isso, despertou o desejo e a vocação para ensinar. Fez o curso Normal (magistério) sendo a primeira colocada da turma, o que lhe valeu ser contratada como professora para lecionar na mesma escola onde se formou, para a quarta série do primeiro grau.

Concorreu a um concurso para professores do Estado do Rio de Janeiro, foi aprovada e passou a lecionar na Escola Amapá. Sempre prestigiou os estudos. Fez o vestibular da Universidade Souza Marques, sem fazer cursinho, onde foi a primeira colocada no Curso de Letras (Português e Inglês). Já graduada, foi contratada para ensinar Português na Faculdade de Teologia – Seminário Unido, com uma classe de 24 alunos, todos pastores, onde lecionava à noite. Durante o dia, dava aulas para “crianças especiais” na Escola N.S. da Glória, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, durante cerca de cinco anos.

Na igreja de Piedade e na Região Leste, exerceu diversas atividades, inclusive na Resofap. A propósito, o nome “Resofap” foi criação da Região Leste, sendo depois adotado por toda a Igreja Adventista da Promessa. Depois de estudar e trabalhar na Região Leste, nasceu nosso segundo filho, Cassiano Júnior. Depois de 15 anos no Rio de Janeiro, nos mudamos para São Paulo, quando fui eleito presidente do Presbitério.

A Diretoria Geral da Igreja a contratou como Revisora de toda literatura, função que exerceu durante 20 anos. Em 1980 foi eleita primeira secretária da Fesofap, sendo reeleita em 1984. Durante esses oito anos na Federação, teve a oportunidade de visitar todas as Resofaps do Brasil e até da Argentina.

Além de revisora das literaturas da IAP – O Restaurador, Oásis, O Clarim, Revista Ministerial, além das Lições Bíblicas – o que lhe tomava todo o dia, ministrava aulas de Português para as três turmas do Seminário (IBAP), todas as noites, chegando em casa sempre depois das 23 horas. Era professora por vocação. Tinha imensa alegria de ter sido professora da maioria dos nossos pastores, nos 14 anos que esteve no IBAP, inclusive dos membros da Diretoria Geral, das Regiões e dos Departamentos.

Essa foi a Ridethe. Eficiente, organizada, pontual, submissa, estudiosa, responsável, querida e amada por todos.
Em 27 de novembro de 2008 deixou de viver, de se mover; mas sempre existirá, conforme lemos em Atos 17:28 (Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração). Existirá para Deus, para mim, seu marido, e para todos que a amaram.

Pr. Cassiano Domingos de Souza

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