“Eu sou um milagre de Deus”

“Eu sou um milagre de Deus”

O câncer na bexiga resistiu a três cirurgias, mas não resistiu à mão de Deus

“Se você crê em Deus e em seus milagres, então eu sou um milagre de Deus. Em 4 de junho de 2007, sentindo dores na bexiga e urinando sangue, procurei os recursos médicos para verificação e diagnóstico. Depois de vários exames, constatou-se que eu estava com um tumor cancerígeno na bexiga (neoplasia vesical). No mês seguinte, passei pela primeira cirurgia para extirpar o tumor. Decorridos dez meses, não tive melhora, sentia ainda muita dor. Tive que passar por uma segunda cirurgia, no mesmo mês, quando os exames mostraram neoplasia vesical recidiva e multicêntrica, ou seja, o tumor agora já tinha dimensões bem maiores e havia se espalhado por mais quatro pontos na bexiga. Passaram-se mais três meses, e a dor e o desconforto já eram quase insuportáveis.

Os médicos que acompanhavam o meu caso começaram a me aconselhar a retirada da bexiga, sendo que um deles foi enfático: “se fosse meu pai, eu o levaria agora para fazer a cirurgia.” Outro médico me disse que meu caso era muito grave, pois os tumores já haviam se infiltrado na camada muscular e na corrente sanguínea, portanto, para ele, só restava a retirada do órgão. Porém, meu convênio médico não cobria os dias necessários em UTI, nem um bom hospital com estrutura adequada para o procedimento. Durante todo o tempo, eu procurei Deus em oração e súplica. Logo que recebi o primeiro diagnóstico, pedi a unção ao Pr. Cristiano, da IAP em Alves Dias (São Bernardo do Campo, SP), que me sucedera no pastorado daquela igreja.

Enquanto ele orava com a mão sobre a minha cabeça, um sopro de vento muito forte veio sobre mim, que todos no ambiente sentiram, então, o pastor começou a dizer: “Jesus está aqui, Jesus está aqui, vocês estão sentindo a presença dele?” Levantei-me daquela oração crendo que Deus estava no controle da situação e eu não deveria temer nada. “Essa doença tem cura?” Mas o tempo passava e eu não obtinha melhora nenhuma, pelo contrario, só piorava. Foi quando recebi a visita de algumas familiares que me aconselharam a procurar ajuda por meio de uma serva de Deus que trabalha no Hospital das Clínicas. Graças ao Senhor, foi por meio dela que consegui ser atendido no HC, por um médico atencioso que me relatou que não poderia realizar a cirurgia no próprio hospital, pois a fila de espera era muito grande, me orientando para conseguir um hospital onde eu pudesse ser operado. Mas ele tinha uma opinião diferente, e disse que não seria necessária a retirada da bexiga. Assim, em 4 de outubro de 2008, passei pela terceira cirurgia, para retirada de vários tumores na bexiga. Quando voltei do hospital, meu filho Vitor, de sete anos, me encheu de perguntas, mas uma me fez calar: “essa doença tem cura?”

Os dias se passavam muito vagarosamente para mim, sentia muitas dores e insônia, porque já fazia dois anos que eu não dormia direito, pois a bexiga estava inchada e com espaço mínimo para a urina, então eu tinha que urinar várias vezes durante a noite. Numa madrugada de novembro, eu me levantei para orar, por volta das três horas da manhã. Fiquei em oração por cerca de meia hora na sala do meu apartamento.

Quando eu estava voltando para o quarto, decidi deitar na cama do meu filho – que estava amedrontado com a situação e não dormia mais eu seu quarto – e pedi que o Senhor enviasse sua cura para me livrar daquele mal. Fazia muito frio, mas eu não me cobri e comecei minha oração dizendo: “Senhor, o teu Espírito Santo habita em mim, como pode então o teu Espírito coabitar com uma moléstia dessa natureza?” Enquanto orava, eu colocava as mãos da minha cabeça até meu abdome, expulsando em nome de Jesus todo mal. Lembro-me de ter feito isso por duas vezes, porque depois tive um arrebatamento dos sentidos, continuava de olhos abertos, porém, imóvel. Em seguida, entraram dois homens no quarto e se posicionaram à minha esquerda na beira da cama. Um era muito alto, muito magro e pálido, tinha a cabeça coberta com uma touca e vestia uma roupa de algodão cru, muito grossa. Eu os via somente da cintura para cima. O outro era mais baixo, vestia a mesma roupa e tinha a cabeça descoberta, mas também era pálido e muito magro. Ambos permaneceram por algum tempo ali em silêncio, até que o mais alto se levantou e fez menção de sair pela porta por onde haviam entrado.Quando ele olhou para mim, já não vi seu rosto, era somente uma massa negra no lugar do seu rosto. Continuou caminhando em direção à porta, quando o mais baixo também se levantou e olhou para mim com um sorriso débil, dizendo: “Nós vamos sair!” Assim que saíram, entrou uma mulher, que eu também só via da cintura para cima, tinha os cabelos negros e volumosos abaixo dos ombros, rosto redondo, olhos espertos, vestia uma blusa de mangas compridas de uma cor clara. Assim que ela tomou o lugar dos homens que saíram, alguém que não vi deu a ela um cântaro muito bonito. Ela se aproximou de mim com o cântaro na mão. Alguém que também não vi abriu a minha boca até onde era possível abrir, e ela começou a derramar um líquido grosso como uma vitamina dentro da minha boca, não tinha sabor mas era agradável. Enquanto era derramado aquele líquido em minha boca, alguém acima dela, que eu também não vi, falava comigo como se fosse uma pessoa já conhecida há muito tempo, a conversa era em mistério e eu também respondia em mistério, só sei que se tratava do meu estado de saúde e que providências estavam sendo tomadas. Isso tudo levou 30 minutos.

Quando tudo acabou, levei um susto muito grande e me perguntava o que seria aquilo. Voltei para o meu quarto, deitei e dormi como havia muito não dormia. Daquele dia em diante, fui melhorando cada vez mais. Voltei ao médico, que me solicitou vários exames e constatou minha cura completa. Hoje faço apenas o acompanhamento de rotina e glorifico muito a Deus, que me deu uma nova vida. Pb. Isaías Alves Mendes congrega na IAP em Alves Dias (São Bernardo do Campo, SP) ”

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