Gracejo que contém uma lição

Pode alguém ser “bem” batizado? | João Augusto da Silveira (In memorian)

Alguém que perguntava se fulano era bem católico, teve a seguinte resposta: “Isso não sei, mas, que ele foi bem batizado, foi”.

Um hino do Cantor Cristão diz:

“O cantar não salva, quem salva é Cristo.

O chorar não salva; quem salva é Cristo”.

Falando, também, sobre a obediência ao quarto preceito do decálogo, diz alguém: “o guardar o sábado não salva; quem salva é Cristo”; e nós, ajuntamos a estas verdades, o argumento de Paulo: “O comer do manjar espiritual não salva, o beber da bebida espiritual não salva, o ser batizado na nuvem e no mar não salva, pois, Deus não se agradou da maior parte deles pelo que foram prostrados no deserto” (1 Co 10:1-5).

Tendo visto a face desta medalha só por um lado, vejamos agora outra face.

1 – O cantar não salva, mas, os salvos cantam.

2 – O chorar não salva, mas, os salvos choram.

3 – O guardar o sábado não salva, mas os salvos obedecem o que preceitua o decálogo divino.

4 – O ser bem batizado na nuvem e no mar ou nas águas, seja essa do Jordão, de Salim, ou de qualquer outro manancial, não salva, mas, o maior desejo das almas recém convertidas é receber o batismo nas águas.

 

SER BEM BATIZADO

Isso só se revela quando aquele que recebeu o batismo der uma demonstração de pessoa verdadeiramente cristificada, ou seja: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo” (2 Co 5:17).

“De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Rm 6:4).

Fala-nos o grande mestre: “Na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus” (Jo 3:4-5).

Aí fica exposta a lição tirada do gracejo que serve de título deste escrito.

*(Texto extraído de “O Restaurador”, nº 205, de Janeiro de 1958, p. 20). Pr. João Augusto da Silveira foi o fundador da Igreja Adventista da Promessa, em 1932.