Mudança radical

Esportista, drogado e preso, mas transformado por Deus.

Sou Luiz Ancelmo Pêgolo Filho, promessista há quatro anos. Nasci em uma família italiana católica, mas não praticante, na qual o lema era “primeiro a obrigação, depois a devoção”, ouvi isso muito, enquanto criança, principalmente da minha mãe, que assumiu as finanças da casa, em função de um problema de saúde de meu pai.

Vivíamos financeiramente muito bem, eu sempre tive tudo o que quis, pois eu sou filho único. Meu pai dizia que eu deveria trabalhar, mas minha mãe sempre me dava tudo o que eu queria, então, cresci dentro de piscinas e quadras esportivas.

Fui campeão regional de natação várias vezes. Nadava quase quatro horas por dia e ainda jogava voleibol, representando minha cidade. Até que comecei a usar drogas, inicialmente, de vez em quando, cheirava cocaína no carnaval, nas baladas etc.

Meus familiares nunca desconfiaram do meu vício. Entrei na faculdade, prestei vestibular para o curso de Farmácia e passei, comecei o curso, estudei por dois anos em outra cidade, não tão próxima de Urupês (SP), mas vinha todo final para minha cidade, pois ali estavam os embalos de que eu gostava.
Mas a dependência química foi aumentando e eu não conseguia ficar sem drogas. Fiz dois anos de faculdade, nesse período, era para eu ter feito 24 matérias, porém só fiz sete. Na metade do curso, meu pai piorou em sua doença, foi quando resolvi largar a faculdade e a minha dependência química aumentou. Comecei a cheirar cocaína quase todo dia, cheguei a gastar mais de mil reais em uma única noite de uso.

Se calcular todo o gasto com drogas, mais advogados (pois fui preso, porque  sempre andava com muita droga, embora nunca tivesse traficado), o montante seria perto de uns R$ 500 mil.

Durante toda minha dependência, eu sempre fui aficionado por rock, e gostava muito de uma banda que se chama U2, que cantava uma música que eu ouvia muito, cheirando cocaína em meu carro, mas nunca me interessei por saber o que dizia a letra.

No dia 8 de janeiro de 2000, resolvi abandonar esse vício maldito, foi quando pedi ajuda a minha mãe, pois meu pai já havia falecido, e começamos juntos, eu e ela, uma longa batalha contra o meu vício. Em fevereiro daquele mesmo ano, conheci minha esposa, Andréia, que era promessista desde pequena. Ela me chamava para ir à igreja, mas eu não dava o braço a torcer. Em novembro, resolvi conhecer a igreja, diante de um acordo, de que se eu não gostasse, ela nunca mais me convidaria.
Cheguei à igreja, conhecia alguns irmãos, que me cumprimentaram, e logo começou o culto, até que chegou a oração. Eu achei aquilo tudo uma loucura, cada um falava de um jeito, alguns até oravam em outras línguas, confesso que à primeira vista, não gostei. Assim que saí, eu disse:

“Nunca mais me convide, esse povo é louco!”

Fomos embora e ela cumpriu o que eu pedi, mas ela continuou frequentando, sempre fiel, e eu nunca a impedi. Casamos-nos em 2004, mas com uma condição – sem casamento religioso, apenas no cartório.

Até que um dia fui levá-la em um culto na casa de minha cunhada, eu não tinha planejado ficar ali, mas encontrei uma pessoa muito conhecida, que era da igreja, e resolvi ficar conversando com ele. O culto começou, a Palavra foi pregada e eu comecei a me interessar. Isso foi numa segunda-feira.

Na quarta-feira, meu sobrinho veio buscar minha esposa para o culto e me convidou, também. Acabei indo, e não achei mais as orações uma loucura. Eu sabia que toda sexta-feira a igreja de Urupês ia orar no monte, e naquela sexta-feira, eu decidi ir também.

Eu nunca havia orado na minha vida, mas depois dos louvores, cada um foi se afastando e começava a orar. Eu também me afastei um pouco, ajoelhei-me e fiz apenas um agradecimento, pois nem sabia o que falar, e sentei na grama, observando os outros; De repente, um irmão se dirigiu a mim e disse: “o Senhor quer falar com você, venha cá.”

Eu achei estranho, mais fui. Ele me levou até uma irmã que estava cheia do Espírito Santo de Deus e o Senhor falou através dela minha vida toda. Eu comecei a ter uma sensação que droga nenhuma havia me dado, um gozo maravilhoso. No final, Deus me disse: “Estou te tirando de um lago horrível, de um charco de lodo, e pondo teus pés sobre a rocha, que sou Eu, e firmando seus passos. A partir de hoje, você é meu.”

Eu nunca havia sentido aquilo, foi maravilhoso! Depois de umas duas semanas, eu estava jantando na casa de um irmão, e ele colocou um DVD para ouvirmos, do cantor americano Michael W. Smith.

Começou a tocar a música que ouvia sempre quando estava cheirando cocaína, então perguntei: “vocês ouvem U2?”

Fiquei surpreso quando ele disse que não era o U2, mas um cantor gospel, e a música era baseada no Salmo 40. Não via a hora de chegar em casa, para ler o texto, e fiquei emocionado quando constatei o que diz este Salmo:

“Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor. Tirou-me de um lago horrível, de um charco de lodo; pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos; E pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus; muitos o verão, e temerão, e confiarão no SENHOR.”

Desde então, minha vida foi transformada pelo poder do Senhor Jesus, hoje sou pregador desta palavra maravilhosa. Que a glória do Senhor cresça, e eu diminua.

%d blogueiros gostam disto: