O exercício ministerial: Cuidados especiais que todo pastor deve ter

O exercício ministerial: Cuidados especiais que todo pastor deve ter

Ministério é um dom de Deus. Somos ministros colocados por ele para servir. Devemos espelhar nossa vida em Jesus Cristo, que é o padrão para ministros e ministérios.

Nossa conduta – Não é o fato de sermos pastores que podemos nos descuidar da oração, da consagração, da leitura da Bíblia e de ler bons livros.

Cuidados físicos – Devemos ter cuidados especiais com o controle emocional, mental e nunca deixar de fazer exercícios como: caminhada, ginástica etc.

Cuidados materiais – Cuidemos do orçamento e das dívidas, para que isso não venha trazer resultados negativos ao nosso ministério.

Cuidados com o linguajar – Evitemos conversas inadequadas, pilhérias etc.

Cuidados com a vida familiar – Devemos dar sempre à família assistência especial, agindo com justiça e equilíbrio, orientando quanto a usos e costumes da igreja, disciplinando com inteligência o uso da internet, da televisão e de outros meios de comunicação. Nunca devemos desabafar nossos problemas na presença dos filhos.

Conduta eclesiástica – Devemos administrar bem o nosso tempo, zelando pelas mensagens pregadas, evitando que dúvidas sejam levadas ao povo. Evitemos criticar colegas, tenhamos cuidado com ingerência nas igrejas pastoreadas por outros. Não tenhamos inveja de um colega bem sucedido. Não julguemos, pois podemos cometer injustiças. Aprendamos a ouvir mais do que falar.

Com relação aos membros de nossa igreja, tenhamos cuidado com a manipulação. Organizemos bem o trabalho de aconselhamento, orientando sempre que necessário. Ao tratarmos com mulheres e, acima de tudo, nas visitas, cuidemos para não nos tornarmos inconvenientes.

Cuidado com a doutrina – Vivemos num tempo de muitas inovações e o líder é responsável e precisa conhecer bem a doutrina, para poder defender o rebanho, quando for necessário.

Aconselhamento – A sala pastoral deve sempre estar com a porta aberta por ocasião de entrevistas com “mulher”, devendo, também haver uma mesa entre o entrevistador e o entrevistado. Evitemos visitar uma mulher sozinha e dar carona em nosso carro. Na hora de confortar ou consolar, usemos boas palavras e não as “mãos”. Façamos tudo para orientar e ajudar.

Questões confidenciais – sigilo – É um dever do pastor não revelar o que ele ouve em confissões e entrevistas. É um dever ético que impede a revelação ou comentários que possam se tornar públicos, trazendo consequências desagradáveis para as pessoas. Procure guardar sigilo daquilo que lhe foi revelado. Caso não haja cuidados especiais, o pastor perde a confiança e a credibilidade, desvalorizando seu ministério e piorando as situações. O pastor precisa ser confiável diante das confidências que lhe são reveladas. Guarde para si, seu confidente (preferencialmente, um colega de ministério) e Deus. Não vá além disso. Sua esposa, seus filhos e outros não precisam saber.

Mexerico – Outro cuidado que devemos ter: não passar de um para outro as queixas que ouvimos, para não causar intrigas, que podem trazer confusão, desarmonia, desordem e balbúrdia na comunidade. Combatamos o “leva e traz”. Os valores éticos devem ser manifestados na vida do pastor para que sejam reais e o dignifiquem, confirmando diante da igreja e da sociedade a autoridade espiritual a ele delegada.

Visitação – Recomendamos todo o cuidado para não nos tornarmos inconvenientes, sendo discretos com as pessoas visitadas. Nunca devemos ficar a sós com o cônjuge do sexo oposto, quando o outro estiver ausente. Há visitas em que é imprescindível a presença da esposa do pastor.

Visitas objetivas – Metódicas, não polemizar. Dar o remédio certo e dosado. Sempre terminar com uma leitura cuidadosa e com oração. Evitar caixas de promessas ou “onde abrir, vou ler”.

Conceito do pastor – Entre muitas coisas, o pastor deve evitar intimidades, sem ser antissocial. A igreja espera ver em seu líder uma pessoa diferente: sério, delicado, atencioso, interessado nos problemas dos outros, bom ouvinte, conselheiro, perdoador, enfim, o anjo da igreja e de Deus. No desempenho desse chamado, só você, querido pastor, pode desenvolvê-lo. Mesmo que nos custe a vida, devemos exercê-lo com honradez, sobriedade, com firme convicção de que estamos a serviço de Deus.

Nosso ministério exige de nós muito tato, ética e, sobretudo, cuidados especiais. Com sinceridade e devoção, prossigamos com coragem, porque Deus nos abençoará e seremos vitoriosos (II Tm 4:5).

Pr. Miguel Corrêa  é pastor jubilado e congrega na IAP em Vila Maria (São Paulo – SP). Exerceu diversos cargos à frente do Presbitério Geral, inclusive presidente da IAP.

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