O rei David em campo!

O zagueiro brilhou no gramado e fora dele

O paulista de Diadema, um ano mais velho que eu, que, segundo o Portal IG, jogou pelo Vitória da Bahia entre 2005 e 2006, no Benfica de Portugal entre 2006 e 2011, no Chelsea entre 2011 e 2014, e mais recentemente, foi contratado pelo ParisSaint-Germain da França, foi conquistando espaço na Seleção Brasileira e também em nosso coração.

Desde o início da Copa, falou-se muito do competente e habilidoso Neymar Jr., mas com o passar dos dias, David foi outro habilidoso que estava colocando o Brasil na frente. Nosso zagueiro fez dois gols nessa Copa, o último, um belo gol de falta.

Mas o que mais me chamou a atenção, além de sua boa atuação nos gramados, foi a sua atuação fora deles. Em minha opinião, suas atitudes foram de um cristão responsável diante dos homens. Certa vez, quando escrevi que dava para glorificar a Deus jogando bola, fui informado por alguém que não era possível, entretanto, depois de ver o David Luiz jogando nessa Copa, eu mesmo glorifiquei ao Pai que está nos céus.

Para mim, duas atitudes dele foram marcantes nessa Copa. No jogo da Colômbia, ao final, nosso craque orou a Deus ainda no gramado, num “ritual” que, repetidamente, o tem marcado como jogador. A outra cena desse mesmo jogo foi consolar o atacante colombiano James Rodriguez, que chorou copiosamente ao final do jogo, quando sua seleção foi eliminada pelo Brasil, por 2 a 1.

Aí, o “rei David” entrou em cena e consolou o adversário de campo: abraçou-o, vestiu sua camisa e fez um sinal para torcida, mostrando que James era um craque. Vimos assim que a rivalidade ficou na partida. Foi uma espécie de “terceiro tempo”, com um “gol de misericórdia”.

Neste último e decepcionante jogo, em que perdemos de 7 a 1 para a Alemanha, mesmo ante a derrota, nosso David continuou brilhando, fazendo a parte dele assim como todos os outros meninos, porém outra vez ele brilhou fora de campo, ao sair e acenar para torcida e, com lágrimas nos olhos, pedir “desculpas” pelo acontecimento. Ele disse:

“Só queria poder dar uma alegria ao meu povo, à minha gente que sofre tanto. Infelizmente, não conseguimos. Desculpa a todos brasileiros. Queria ver meu povo sorrir. Todos sabem o quanto era importante para mim ver o Brasil inteiro feliz pelo menos por causa do futebol”

Quando ouvi estas palavras do “zagueirão” da seleção, aprendi que devemos saber perder. E que precisamos assumir a consequência do que fazemos.

Lembrei até das palavras do rei Davi, da Bíblia, quando havia pecado: “Pois eu conheço bem os meus erros, e o meu pecado está sempre diante de mim.” (Salmo 51.3 NTLH). Reconhecer nossos erros e assumir nossa parcela de culpa é um sinal de humildade.

Portanto, como os dois “Davis”, que possamos reconhecer nossas derrotas e lutar para prosseguirmos na vida cristã. O David dos gramados reconheceu sua parcela de culpa e certamente trabalhará para as próximas competições. O Davi da Bíblia reconheceu seu pecado e depois prosseguiu em fazer mais do que agrada ao Senhor. Louvado seja o Senhor por estes exemplos.

Andrei Sampaio Soares congrega na IAP em Vila Medeiros (São Paulo, SP) e é colaborador do Departamento de Educação Cristã da IAP.

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