“Para a honra e glória do Senhor Jesus”

Antes, santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês.” – I Pe 3:15.

A TV Bandeirantes transmitiu na noite de ontem o primeiro debate entre os candidatos que disputarão a presidência do Brasil nas urnas, daqui a pouco menos de dois meses. Consegui assistir a transmissão inteira, apesar do sono, porque sinto que o momento pede, mais do que nunca, uma escolha sábia e consciente na hora de votar.

Não me lembro de nenhuma disputa recente que tenha apresentado ao mesmo tempo três candidatos que se identificam com a fé cristã: Marina, Bolsonaro e o Cabo Daciolo – este último, sem dúvida o mais espalhafatoso dos três. Ao se apresentar ontem, ele disse: “Eu sou o Cabo Daciolo, servo do Deus vivo, sou cristão, bombeiro militar e quero dizer ao meu companheiro Bolsonaro: você não é o único não, irmão. Eu estou aqui. Nação brasileira, nós estamos aqui e vamos transformar a nação para honra e glória do Senhor Jesus”.

Sem entrar no mérito do que foi debatido e nem fazer qualquer juízo de valor, quero destacar que a frase de Daciolo esteve entre os assuntos mais tuitados da quinta-feira, no mundo! Boa parte dos comentários teve um tom de deboche, como era de se esperar, considerando as manifestações recorrentes das pessoas que resistem à exposição da fé cristã na mídia ao mesmo tempo em que comemoram quando ela é ridicularizada.

Há que se fazer justiça ao candidato, no entanto, e refletir a respeito de sua forma, digamos, mais “convencional”, de compartilhar a sua crença. Por um lado, sua ousadia nos desafia a considerar que o tempo em que vivemos requer, cada vez mais, que nos posicionemos de forma a tornar claro a quem quer que seja de que lado estamos. Por outro lado, qual a melhor maneira de fazer isso, sem que a compreensão da mensagem seja prejudicada ou que sejamos ridicularizados?

Um dos grandes desafios de nosso projeto de comunidade missional, mais do que falar publicamente às pessoas sobre Cristo – ou levá-las à igreja para ouvirem de Cristo – é levar Cristo até as pessoas por meio da nossa presença no mundo e na vida em sociedade. Neste caso, o principal lugar em que o evangelho deve ser comunicado aos não-cristãos não é no culto público ou em discursos inflamados na TV, mas em nossas vidas comuns e na forma de nos relacionarmos com as pessoas em nossa volta.

Pessoas não-cristãs terão contato com a realidade do Reino na medida em que cristãos se relacionarem com elas e lhes comunicarem – muitas vezes sem palavras – o Evangelho transformador de Cristo. Oremos para que Deus nos dê as estratégias mais adequadas.

Para a honra e glória do Senhor Jesus!

Marco Murta
Marco Murta
Vice-diretor do Ministério de Jovens da Convenção Geral (FUMAP), congrega na IAP de São Caetano do Sul, SP.

2 Comments

  1. MAURICIO disse:

    Ciro Gomes, Geraldo Alkimim, Alvaro Dias, Henrique Meireles,são tudo peste que está no poder faz muitos anos. O Restante nao conheço.

  2. Daniel Campos disse:

    o que mais me preocupa são jovens com simpatia a esquerda do psol pt e pstu que escancaram sua ideologia de morte promiscuidade e liberalismo, mas mesmo assim curtem e seguem esses partidos

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