Os desafios e contradições que temos pela frente

Conversando com um colega pastor que vivenciou a experiência de ter sido um pastor rural, pois a extensão de seu campo pastoral envolvia irmãos que moravam em sítios, ele disse que a alegria e a satisfação dos irmãos compensava em muito o esforço empreendido. Esta forma de pastoreio teve êxito há alguns anos atrás.

Mas e hoje, quais os desafios de um ministério pastoral urbano?

É sabido que na década de 60, durante o governo de Juscelino Kubitschek, houve um grande investimento no desenvolvimento das grandes cidades da região Sudeste. Com isso, tivemos uma grande migração para os centros urbanos mas a infraestrutura dessas cidades foi comprometida e ainda sofre, com a atuação de vários grupos que, desordenadamente, lutam por espaço.

O que fazer para alcançar os grupos que vivem em prédios? Os grupos dispersos que vivem sobre as calçadas, na mendicância? Pessoas que vivem em comunidades carentes? Além de lugares como a Cracolândia?

Entendo que o pastor urbano precisa conhecer o seu tempo, as oportunidades que lhes são disponibilizadas, bem como o grande volume de problemas sem solução pertinentes a estes tempos modernos. Os filhos de Issacar estudavam o seu tempo para encontrar soluções que ajudassem a todos na batalha (I Crônicas 12.32). Josafá entendeu que o ensino didático, sistemático e comunitário era necessário em todo Judá (2 Crônicas 17.7-10). Habacuque compreendeu que a mensagem precisava ser legível, registrada em pedra para que pudessem ler os que passassem correndo (Habacuque 2.2).

Como encontrar um denominador comum, que englobe de forma cristocêntrica, bíblica, dinâmica todas essas situações?
Exerça seu pastorado baseado nas ações de Jesus, isso o levará a “fazer o bem” (Atos 10.38), num sentido amplo de alcançar grupos anteriormente mencionados e outros. Pastoreei usando as ferramentas de políticas públicas (sem se corromper no sistema), assistência social, ferramentas tecnológicas meios de comunicação disponíveis.

A honestidade ministerial, somada ao que Jesus faria, nos levará a manter as ovelhas no aprisco do Bom Pastor (João 10.1-7) afagadas, cuidadas, bem tratadas, equilibradas, satisfeitas, alimentadas, providas em tudo. (Bispo Josué Adam Lazier).

É muito diferente de mantê-las num curral, tratadas com sal, ração sem afetividade, são ovelhas, e não gado. Falsos pastores não empregam esforços salvíficos, pois apascentam a si próprios com claro e evidente interesse financeiro e de poder temporal.

As contradições, bem como os desafios, tendem a crescer para um pleno cumprimento do que já foi vaticinado. Cabe-nos ser aqueles pastores que, como Jesus fez em relação a Deus, cumpriu sua justiça, amou os seus até o fim, tornando-se o sumo pastor das ovelhas.

Que, como John Wesley, possamos dizer;” A minha paroquia é o mundo ” e estejamos dispostos a servir a todos aqueles que precisam do auxílio do Senhor.

 

Pr. Omar Figueiredo dos Santos é responsável pelas IAPs em Jardim Paineira e Itaquera, na Convenção Paulistana Leste.

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