Pensando na vida

O verdadeiro significado de viver intensamente

Quantas vezes paramos para pensar na vida? Em dias como hoje, em que recebemos a notícia da morte do candidato à presidência, Eduardo Campos, invariavelmente, paramos para pensar na vida. Mas será que estamos fazendo da maneira correta?

Em meio a tragédias, fatalidades, crueldades e infinitas coisas que são divulgadas diariamente, mesmo com tantos exemplos de que é preciso dar valor à vida, nós ainda não pensamos na vida corretamente.

Dizem que quanto mais perto a morte está – seja quando corremos algum risco ou quando estamos próximos de uma pessoa cuja morte é fato concreto, acompanhando-a em seu sofrimento – é que pensamos na vida. Há quem fique mais bondoso, mais agradecido a Deus, ou mesmo com medo, ressabiado. Há quem passe a querer curtir mais a vida, afinal, ela é curta e, como diz o ditado: “para morrer, basta estar vivo”. Também já ouvi falar que, para pensar na vida basta visitar, por exemplo, algum hospital de tratamento contra o câncer, embora eu ache que isso também não funciona.

Mesmo diante de tantas adversidades e dificuldades, você ainda não está pensando na vida.

Quando perdemos um familiar, vítima de uma doença ou de um acidente, de uma fatalidade impensável; quando temos que lidar com a perda de uma criança, de um jovem ou mesmo de uma pessoa idosa, mas cheia de vitalidade, de amor à vida, quantas vezes não pensamos na vida?

Muitas vezes, ouvi pessoas comentando que pararam de assistir ou ler jornais, pois não querem se entristecer com as notícias de mortes, assassinatos, sangue inocente derramado, políticos corruptos, falta de educação, saúde e infraestrutura. Esses são apenas alguns problemas que temos de lidar e, que, algumas vezes, ignoramos conscientemente. Mesmo se você se informar sobre tudo, você ainda não está pensando na vida.

Mas, afinal, você deve estar se perguntando: quando é, então, que pensamos na vida? Me diga: quando você pensa na vida?

Jesus nos afirmou por diversas vezes que estamos neste mundo apenas passageiramente e disse mais: que se permanecermos firmes na fé e seguindo seus ensinamentos, venceremos o mundo, como ele venceu, e herdaremos a coroa da vida eterna.

“Vós não sois do mundo, assim como eu do mundo não sou”.

Nossa vida neste mundo só é importante para pregarmos a palavra de Jesus, para ministrarmos e anunciarmos que ele morreu para que tivéssemos vida em abundância e agora você já sabe que não falo da vida terrena.

Temos que pensar na vida, mas não em valorizar nossos momentos aqui, porque a vida é curta e imprevisível. Não temos que sair por aí, seguindo a lógica de uma música muito conhecida, de que “é preciso amar como se não houvesse amanhã”. Pelo contrário, é preciso amar, é preciso viver sabendo que há o amanhã. Somos pó, e ao pó voltaremos, mas quando Jesus Cristo vier nos buscar, receberemos um corpo incorruptível e seremos restaurados para a vida eterna.

Devemos pensar na vida eterna

É imprescindível que levantemos todos os dias e agradeçamos a Deus pela dádiva da chance da vida eterna, porém precisamos pedir a companhia do Espirito Santo para nos instruir, nos dirigir, e para que ao vivermos cada situação de nosso cotidiano, mantenhamos intactas nossas ações, refletidas em Cristo para alcançarmos a vida eterna.

É preciso pensar na vida (eterna), para não nos deixarmos levar por problemas insignificantes, para não nos preocuparmos mais com nossa vida material e financeira, do que com a adoração que oferecemos a Cristo.

É preciso pensar na vida celeste, ao vivermos a vida terrestre, porque do contrário, perderemos a chance dada por Jesus na cruz. Necessitamos da ajuda do Espírito Santo para que, diante de uma tentação, diante da vontade de “chutar o balde”, diante das adversidades, confiemos em Deus. Porque se não pensarmos na vida eterna, estaremos vivendo cada dia como se fosse realmente o último, já que teremos desperdiçado a oportunidade que Jesus Cristo nos ofereceu através de seu sangue.

Escrever ou ler é fácil. Difícil é viver cada dia o seu mal. É complicado, porque na maior parte do tempo nos esquecemos de que é Deus o responsável pelas bênçãos em nossas vidas e não a sorte, como estamos acostumados a ouvir.

É difícil porque, por diversas vezes, nos habituamos com o mundo, nos esquecendo até de orar o Pai Nosso como foi ensinado por Cristo na Bíblia Sagrada.

Portanto, oremos, jejuemos e vigiemos para que a partir de hoje, possamos fazer tudo pensando na vida eterna, pois é lá no céu que viveremos plenamente, adorando ao único Deus merecedor e digno de toda a adoração.

Daniela Trombeta Dias Correa é jornalista e vice-diretora da Sofap da IAP em Santa Fé do Sul (SP)

%d blogueiros gostam disto: