Perfil do Pastor Ministerial Regional

Perfil do Pastor Ministerial Regional

Perfil do Pastor Ministerial Regional

Características desejáveis

  1. Público Alvo: Pastor Ministerial deve cuidar essencialmente de pastores, obreiros e missionários. Presbíteros e diáconos já têm seus pastores.
  2. Identificar-se com este trabalho. Sentir-se chamado para esta missão. Deve ter postura de cuidador, disponibilidade sincera e amável de tempo e interesse genuíno em ajudar outras pessoas. Cuidar motivado pelo amor ao próximo e não esperar nada em troca.
  3. De relacionamento fácil. Deve transitar entre o corpo pastoral com facilidade. Postura integradora. Boa aceitação. Não deve ser autoritário, agressivo.
  4. Capacidade para ouvir e sábio no falar. Estar disposto a mais ouvir do que falar. O trabalho ministerial é exaustivo e, muitas vezes, o pastor deseja um ombro amigo para chorar, desabafar, falar. O ministerial deve ser prudente na escolha das palavras, evitando julgamentos, condenações, brincadeiras e chacotas que podem afastar as pessoas que queiram procurá-lo.
  5. Postura ética de sigilo – Deve ter a capacidade de guardar segredos. Neste tipo de relacionamento, é fundamental ética e discrição. Se a confiança for perdida, acaba o trabalho. A esposa do ministerial também deve ter este perfil para não gerar desconfianças
  6. Deve ser casado – preferencialmente, deve ter uma esposa que possa auxiliar no trabalho de ajuda aos pastores e suas famílias, frente às muitas dificuldades que as mulheres dos pastores estão expostas. Que a esposa também se identifique com este chamado.
  7. Ter comunicação eficaz – deve transmitir com clareza suas idéias e pensamentos, tanto através de palavras, como através de expressão facial, contato visual e gestos.  As pessoas sob aconselhamento jamais devem ser motivo de chacota ou pilhéria por parte do ministerial, quando em conversas com outros.
  8. Postura de empatia – saber se colocar no lugar do outro. Para compreender e poder ajudar a quem está precisando, é fundamental se colocar no lugar do outro, para que possa analisar a dimensão do problema que está passando. As pessoas apenas se expõem quando percebem que serão compreendidas e aceitas, independentemente de qual sejam seus conflitos. “Quem precisa de ajuda se distancia de pessoas que desenvolvem atitudes de crítica, de reprovação e julgamento moral.” (Albert Friesen – Cuidando do ser/ Editora Evangélica Esperança)
  9. Evitar postura professoral. Ou seja, aquele que sabe tudo, que tem respostas para tudo. Deve evitar a postura de que jamais passou por problema parecido, ficando em “nível muito superior” ao que está sendo aconselhado. Esta postura é adotada geralmente como meio de defesa para evitar que fraquezas sejam constatadas. Postura muito comum entre pastores, mas que é altamente prejudicial no pastoreio de pastores, pois causa distanciamento e sensação de que está sendo julgado.
  10. Sem preconceitos, não julgador – Deve ter coragem e ousadia para se deparar com as próprias limitações. Posturas rígidas diante de determinados assuntos inibem as pessoas de expor seus pensamentos. Jesus, sendo imaculado, nunca inibiu ninguém de vir até ele, de tocá-lo.
  11. Ser imparcial – Não deve deixar sentimentos pessoais interferirem na avaliação daquilo que os outros lhe dizem. Não deve ser juiz da situação. Deve estimular as pessoas a buscarem a solução em Cristo, em vez de definir quem tem razão.
  12. Equilíbrio emocional – deve saber lidar com suas próprias emoções. O autoconhecimento aqui é um fator diferencial. A pessoa consegue identificar seus próprios sentimentos e os fatores que interferem no seu estado afetivo e, consequentemente, em seus comportamentos.
  13. Vida de santificação. Ter uma vida com Deus bem equilibrada. Ser visto como referência, ser respeitado pela vida exemplar, no trato com a família e demais pessoas. Exemplo na vida familiar, é a maneira como educa os filhos. Deve haver coerência entre a vida na igreja e a vida em família. Não significa que o pastor ministerial não tenha problemas, mas conta muito a forma como lida e supera as dificuldades. Deve ter vida íntima com Deus através da oração. Ter Cristo como amigo fiel, a quem ele leva todas as vidas necessitadas que vêm a ele. Caso contrário, tenderá a carregar a vida de cada um em suas próprias costas, o que não traz solução eficaz. Não pode esquecer que somente Cristo é aquele que pode restaurar vidas.  “Ninguém pode levar outra pessoa para mais perto de Jesus do que ele mesmo está.” (Albert Friesen – Cuidando do ser/ Editora Evangélica Esperança)
  14. Manusear bem a Palavra. Dominar os princípios de fé da IAP. Conhecimento da Palavra de Deus e discernimento de como aplicá-la de modo vivo e eficaz nas situações cotidianas, trazendo para vida prática das pessoas.
  15. Busca pela capacitação. Deus é quem nos capacita, mas precisamos fazer nossa parte. Leituras constantes e a iniciativa em participar de cursos são fomentadores de conhecimento que podem ser um grande diferencial, quando submetidos à Palavra de Deus.
  16. Disposto a buscar ajuda, receber orientações – Alguns casos podem demandar o auxílio de intervenção psicológica ou psiquiátrica e o pastor deve saber avaliar a situação, para não incorrer no erro de julgar-se auto-suficiente diante do quadro. O DEMI Geral também pode ser contatado, a qualquer momento.
  17. O diretor ministerial não deve ser membro da Diretoria Regional. Isso não quer dizer que o superintendente não possa visitar os pastores, instruí-los, orientá-los. Mesmo porque estas são algumas de suas atribuições. No entanto, na relação entre pastores e Diretoria sempre aparecerá o aspecto hierárquico e a desconfiança de que o assunto possa ganhar conotação administrativa. Por mais que o superintendente ou outro membro da Diretoria seja cordial e preparado, sua visão terá um cunho administrativo. Já o diretor ministerial não está ali para dar uma resposta, para dar uma solução administrativa, mas para ouvir e aconselhar.
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