Posso beijar minha família

Posso beijar minha família

“Partiu, pois, Elias e achou a Eliseu, filho de Safate, que andava lavrando com doze juntas de bois adiante dele; ele estava com a duodécima. Elias passou por ele e lançou o seu manto sobre ele. Então, deixou este os bois, correu após Elias e disse: Deixa-me beijar a meu pai e a minha mãe e, então, te seguirei. Elias respondeu-lhe: Vai e volta; pois já sabes o que fiz contigo” – I Rs 19.19, 20.

Eliseu era trabalhador. Possuía doze juntas de bois. Não é difícil supor que não comia o pão da preguiça e possuía um enorme vigor para o trabalho. Aliás, Deus não chama ninguém desocupado.

Eliseu estava lavrando a terra quando o profeta Elias passou e jogou o manto sobre ele. Era a vocação para viver o ministério. Quanta honra para Eliseu receber o chamado de alguém tão importante. Elias era o profeta do momento. Havia desafiado e vencido os profetas de Baal. Teve uma confrontação direta com o Rei Acabe e a malvada rainha Jezabel. Três anos e meio sem chover e depois, chuva abundante como resultado de sua oração. Uma caminhada de quarenta dias como resultado de uma alimentação divina…

Quem não toparia de imediato um chamado como este? Mas Eliseu fez um pedido admirável: “Deixa-me beijar o meu pai e a minha mãe e depois te seguirei”. Elias consentiu, mas será que foram três beijinhos rápidos? Não, claro que não. O arado serviu para o fogo, os bois foram imolados numa despedida definitiva do modo de vida que levava como agricultor para abraçar uma vocação especial.
E quanto tempo demorou? O suficiente para conversarem abertamente, avaliar toda a implicação do ministério, para comerem um abundante churrasco, uma benção familiar e muita afetividade.
Depois foi Eliseu para seguir de perto Elias, pedir e receber porção dobrada do Espírito, ser zombado pelos garotos, aconselhar reis, fazer maravilhas, ressuscitar mortos, profetizar…

Quão árduo é o ministério pastoral em nossos dias: visitações, orações, aconselhamentos, confronto com as forças malignas, reuniões administrativas… ufa, só de pensar já cansa.

E aí? Pensar em voltar atrás, reconstruir o arado e ressuscitar os bois?

Não, querido pastor, missionário (a) ou obreiro (a). Há muitas coisas maravilhosas para fazer, porém não se esqueça da família, do beijo, com tudo que o acompanha, como fez Eliseu.

E não se esqueça de que o próprio Deus nos beija diariamente com a Sua Graça.
Departamento Ministerial

%d blogueiros gostam disto: