No fim do penúltimo século do 2º milênio, na cidade alagoana de Murici, residia o casal Felix e Rosa Amélia da Silveira. Nesse lar, no ano de 1883, em 26 de janeiro, nascia um menino que recebeu o nome de João Augusto da Silveira. A mãe, de prendas domésticas, o pai era tenente da Guarda Nacional. Certamente, como é natural às crianças, o recém nascido recebera todos os cuidados maternos. Nessa época, quando ainda a medicina não dispunha de todos os recursos conhecidos hoje, os cuidados com a saúde requeriam mais dos genitores. Rosa Amélia com certeza dava todo amparo necessário ao menino João.

Ele só não teve a alegria de conviver muito com o pai, que faleceu quando João contava apenas com três anos de idade. Não pode brincar com o pai nas calçadas da rua de Murici. Talvez nunca ganhou um brinquedo que o tornasse mais alegre. Essa conclusão é tirada do livro Marcos que Pontilham o Caminho – 1ª edição, que informa sobre a situação desprovida de recursos que ficara a sua mãe após a morte do Sr. Felix e ainda mais com 5 filhos menores sob sua tutela.

Dona Rosa decidiu mudar-se para o Estado de Pernambuco, deixando com certeza a sua amada Alagoas, com doces recordações. Foi residir na cidade de Paulista, próxima de Recife, porque ali havia possibilidade de trabalho aos filhos mais velhos, na fábrica de tecidos que tinha o nome de Tecelagem Paulista. Foi aí que João viveu a maior parte de sua infância.

Cursou o primário em Paulista. Foi aluno aplicado aos estudos e bem comportado em classe, tanto que, a palmatória que era usada pelos professores aos alunos insubordinados, João nunca precisou usá-la. Seus professores Alfredo, Agostinho de Melo, Joaquim Pinto Ribeiro e o padre Emídio tinham o costume de visitá-lo em casa, e, sempre o encontravam preparando a lição do dia. A educação do menino, aliada ao seu interesse pelos estudos, despertou no padre Emídio o desejo de encaminhá-lo a um Seminário Católico, para ser preparando para o exercício do sacerdócio romano. Como os planos de Deus para João não eram os mesmos do referido padre, nada deu certo nesse sentido. Seu filho Otoniel, autor do livro Marcos que Pontilham o Caminho – 1ª edição, comentando essa fase da vida de seu pai, diz: “Daí por diante foi difusa a sua cultura, foi autodidata. Dizia ele sempre: “Um homem pode não ser formado, mas pode ser bem informado”.
Essas são as principais informações da infância propriamente dita de João Augusto da Silveira. Uma coisa é possível observar: a mão de Deus estava sobre a vida dele que o conduziria ao futuro segundo a vontade divina.