Um exemplo digno de menção é seu filho, Otoniel. Pastor Otoniel casou-se com a irmã Isabel Rojo e desse enlace nasceram-lhes 6 filhos: Leonor, Neide, Otoniel Filho, Nilton, Maria e Viviane. Era um casal alegre e feliz, sempre disposto a dar de si para todos, de especial modo para com a juventude, as crianças e aos adolescentes.

Ainda bem cedo o casal perdeu, por morte, a companhia dos prestimosos filhos, Maria Rojo, Otoniel Filho e Nilton Rojo da Silveira.

Como funcionário da Igreja e nos primeiros tempos, em Santana, na cidade de São Paulo-SP, o lar desse casal era hospedagem de todos. Durante longos anos era o centro de recepção e estada de muitos irmãos vindos do interior do Estado e de outras partes do País, em busca de tratamentos médicos e hospitalares; de empregos, de estudo ou de tentativa de vida melhor na acolhedora cidade de São Paulo. Chegando aqui, esse ilustre casal providenciava tudo, para todos. De médicos, hospitais, serviços, empregos e escolas, esse casal dava seu bom jeitinho e todos ficavam atendidos e satisfeitos.

Na época o pastor Otoniel administrava os escritórios gerais e o setor gráfico da Igreja.
Aos fins de semana todos tinham obrigações devocionais na casa de Deus, inicialmente em Santana, e depois, em Vila Maria. Pelas tardes e noites eram realizados cultos de ar livre e distribuição de literaturas. Aos domingos, quase sempre eram realizadas excursões previamente programadas, para onde eram levados jovens e demais irmãos, no sentido se recrearem juntos e conhecerem belezas naturais até então desconhecidas. Nessas retiradas, ensinamentos diferenciados do bom viver eram ministrados, de forma que ao término de um fim de semana, outro já era esperado com ansiedade. Verdadeira solidariedade e isto não permitia dispersão do grupo que sempre se formava.

O pastor Otoniel era pessoa acessível e comedida. Por outro lado a irmã Isabel sempre dava seu bom jeitinho, a bem de todos. Nele todos se espelhavam, visto que era exemplar a toda prova. Constituiu grandes amigos. Era pessoa dedicada ao estudo.

Ele era contador, formado pela Escola Técnica de Comércio Santana, e responsável pela contadoria geral da Igreja, até o ano de 1984. Era jornalista e diretor responsável pelas revistas da Igreja; foi líder da mocidade, tendo criado um grêmio juvenil, com o nome de Grêmio Tabor, que a partir de 15/09/45 tornou-se oficialmente União da Mocidade Adventista da Promessa – Umap. Exerceu vários cargos na Igreja: Tesoureiro, Secretário, Presidente da Junta e Procurador. Era professor de Português, cuja disciplina lecionou em vários cursos mantidos pela igreja. Mantinha uma seção na revista O Restaurador, denominada “Questiúnculas de nossa língua” e ali discutiu e ministrou grandes ensinamentos.

Era orientador intelectual e espiritual de seus contemporâneos; exerceu o pastorado em vários lugares, dentre estes, Bauru – SP. Participou ativamente na criação de vários cursos de formação ministerial de nossa Igreja e foi um de nossos bons escritores. Sua obra principal foi: Marcos que Pontilham o Caminho – 1ª edição, livro que conta com detalhes a história de nossa igreja, tendo como ponto central a resposta a uma oração feita por seu pai, de um coração contrito e sincero, a quem Deus não desamparou.

Finalmente o pastor Otoniel se jubilou com a saúde já comprometida. Inesperadamente, na manhã do dia 01 de agosto de 1989, sente-se mal em sua casa. Enquanto é atendido pela sua esposa, sua filha Neide chama de imediato a seu mano Osi e seu amigo Pr. Manoel P. Brito, nos braços de quem morre, não obstante os esforços feitos para reativar a pulsação de seu coração. A sua ausência representou para familiares, parentes, amigos e irmãos em Cristo, grande perda. Ficou sem ele, sua prestimosa esposa, querida e muito amada diaconisa, na intimidade, irmã Isabel, pessoa valiosíssima, que tanto de si deu para o bem de todos, inclusive como professora e propagadora de vários projetos de melhorias para as classes infantis e de adolescência. A ela e a toda sua família, fica um muito obrigado! Que essa família jamais seja esquecida nas orações dos promessistas.