No dia 18 de abril de 1921, em Caruaru-PE, nasceu no lar de Marcionila Ferreira da Silveira e João Augusto da Silveira, o terceiro filho, que se chamou Junílio da Silveira.

Quando o pastor João Augusto da Silveira foi batizado no Espirito Santo, em 24 de janeiro de 1932, Junílio estava com 11 anos de idade. Dois anos depois em 1934, ele foi também batizado no Espirito Santo, em uma vigília. O seu batismo nas águas foi feito pelo pastor João Cavalcanti Netto em 08 de março de 1941, já na capital de São Paulo, onde residia.

Ainda bem jovem começou a sua vida missionária. Em princípios de 1941, antes de completar 20 anos, ele votou ao Senhor que se fosse dispensado do serviço militar, dedicaria sua vida ao trabalho do Mestre .Embora o mundo naquela época estar assistindo a 2ª guerra, Deus ouviu o pedido do jovem Junilio. Começou a trabalhar como missionário, viajando pelo interior paulista. Nunca mais parou. Em 1946, Junílio foi consagrado ao presbiterato, em São Paulo.

O pastor Junilio foi um grande batalhador pela fé que abraçou, servindo a Causa no trabalho ministerial durante o tempo que o Senhor lhe concedeu de vida nesta senda terrestre. Foi um gigante no trabalho de defesa da doutrina e da pregação do evangelho. Para ele não havia tempo ruim, a qualquer hora e dia estava pronto para o trabalho. Foi o maior desbravador do trabalho missionário no Movimento Adventista da Promessa. Na década de 60, foi enviado aos países da fronteira, passando pelo Uruguai , pela Argentina e pelo Paraguai . Era um homem de palavra fluente e convincente.

No Brasil, onde mais trabalhou, várias capitais, como Belo Horizonte-MG, Rio de Janeiro-RJ, Vitória-ES, Curitiba-PR, Natal-RN, João Pessoa-PB, foram visitadas por ele, deixando ali a semente promessista nos corações. Hoje são capitais com o trabalho em franco desenvolvimento. No inicio, porém, por lá pisaram os pés do servo do Senhor, deixando rastros de prosperidade para a Causa bendita da salvação.

Foi o idealizador do trabalho motorizado e em tendas .Nos dois trabalhou incansavelmente, obtendo resultados satisfatórios e positivos para a Igreja. Na Assembléia de 1961, apresentou o plano regional, que inicialmente criou cinco Regiões Administrativas. Em razão do sucesso do sistema, essas Regiões foram se desmembrando, de maneira que atualmente são 17 regiões e 5 setores administrativos, em todo o território nacional e no exterior.

Exerceu por duas vezes a vice-presidência geral do Presbitério; foi presidente das Regiões Nordeste e Leste. Foi o 2º tesoureiro de Missões Estrangeiras, cujo Departamento foi criado em julho de 1958. Era um homem de decisão segura em seus pontos de vista. Tinha uma argúcia invejável quando defendia em plenário os assuntos da Igreja. Em palestras religiosas, quando defendia a Igreja e as doutrinas cristãs, era invencível; possuía uma presença de espírito, que lhe dava condições de respostas desconcertantes ao interlocutor. Não estudou direito, mas como defensor de uma causa, era exímio advogado. Tinha uma facilidade incrível de citar textos da Bíblia. Gostava muito de Geografia, pois sabia citar os nomes da maior parte dos países do mundo e suas capitais; como seu pai, era um “autodidata”. Conversava sobre quaisquer assuntos com maestria.
O pastor Junilio foi casado com a diaconisa Silvia Dias Pena da Silveira, companheira em sua carreira ministerial. O casal teve cinco filhos: Licia, Marcionila, Erson, Adson, Silvânia, e Sílvio. O Erson faleceu ainda na adolescência.

Os últimos anos da vida do pastor Junílio foram de preocupação com a saúde. Sua última viagem deu-se 7 dias antes de falecer, em 18 de março de 1978, para Curitiba, em companhia dos pastores Daniel de Oliveira e Antônio Barrera, em um trabalho especial naquela capital. Antes de falecer dizia que o seu último desejo seria ver o trabalho da Igreja no Estado do Acre. Se estivesse vivo, estaria satisfeito, porque hoje a IAP está no Acre. Dormiu em Cristo, dias antes de completar 57 anos de idade. A cerimonia fúnebre, realizada as 9h00 do dia 26, no Templo de Vila Maria, teve a participação dos pastores Antonio Barrera, Godofredo R. Wanderley, Pablo Leguizamon e Genésio Mendes.