Ao lado de tantas figuras importantes que Deus chamou para se constituírem em firmeza e verdade de Sua igreja na terra, uma há que, deitada em berço não tão esplêndido quanto o cantado e decantado em nosso Hino Nacional, ouvia sereno o som profundo da voz de seu querido pai, que a Deus agradecia pela resposta à oração profunda, em busca do poder espiritual renovador, que de seus lábios saía. Seu nome: Osi da Silveira, quarto filho de fiel casal que a Deus pertencia.

Osi nasceu aos 29 dias do mês de junho de 1929, na cidade do Recife–Pe. Eram seus pais, Marcionila Ferreira da Silveira e João Augusto da Silveira.

Poucas pessoas estão bem envolvidas ao surgir glorioso da Igreja Adventista da Promessa, quanto o pastor Osi. Na bela tarde do domingo, dia 24 de janeiro de 1932 Osi, então com 2 anos e meio de idade, dormia tranquilo em seu berço. Seu pai, do lado de fora da casa, de Bíblia aberta refletia sobre a doce Promessa de Deus, descrita em Lc. 24:49. Entra ao quarto, e ali, próximo ao berço de Osi, recebe respostas aos anseios anelantes de sua alma.

Nesse misto de desejos, o pastor João Augusto foi batizado no Espírito Santo, enquanto seu filho Osi, sem nada entender, era acariciado pelo embalar das doces canções emanadas dos lábios de seu pai, em meio a lágrimas e glorificações, que se faziam ecoar por toda a casa. Era o Espírito Santo que a todos visitava.
Como é agradável saber e ter certeza de que a um coração triste e abatido Deus sempre atende! Naquele quarto de repouso estavam pais e filhos. De um lado, Pai dos céus, espiritual, e de outro, pai e filhos terrenos, em busca de amparo, amor e carinho.

Osi foi para nossa igreja e todos seus amigos, símbolo de poder e vida nova em Cristo Jesus. Isto pode ser confirmado através de sua composição poética:

“Batiza-me agora;
Ouve minha oração.
Cristo, vem sem demora,
Selar meu coração” – BJ. 400.

Osi cresceu e se desenvolveu assim como a própria Igreja, que tanto amava e por ela se deu.
Por volta dos anos de 1950, quando a Igreja bem consolidada e impoluta, avançava em combate ao mal, o Pr. João Augusto deu início a uma série de artigos publicados na revista O Restaurador, como memorial de tudo quanto Deus lhe fez, antes e depois de se ter abraçado a Jesus Cristo como seu Salvador. Publicou, então, “A Voz da Experiência”, dedicada a seu filho Osi, pela feliz experiência que ambos passaram em 24.01.32.
Ao lado de seus irmãos Otoniel e Junílio, Osi sempre esteve ligado à Igreja, como funcionário, desempenhando diferentes atividades, desde os 13 anos de idade. Ele foi testemunha viva de tudo por onde a igreja passou, do Nordeste ao Sudeste; de São Caetano do Sul-SP, a Santana-Capital e desta, à Vila Maria, Estado de São Paulo e pelo mundo a fora. Pr. Osi da Silveira dormiu no Senhor no dia 10 de outubro de 2011, deixando um grande legado para a igreja de Cristo.

Em 13 de setembro de 1951 Osi casou-se com Clarice Vieira, de cujo enlace nasceram-lhes 5 filhos, a saber: Lílian; Ueldon, Álvaro, Aroldo e Edelaine.

Osi foi batizado nas águas pelo pastor Eugênio Correa, em S. Paulo, consagrado ao diaconato 1959, e ao presbiterato em 30 de julho de 1961, também em S. Paulo.

Exerceu vários cargos eletivos, tais como: Secretário Geral e Presidente da Fumap; Presidente da Mesa Administrativa, Diretor de Patrimônio da Igreja. Exerceu seu pastorado em várias igrejas da grande S. Paulo. Foi diretor e propagador da música sacra na igreja; compositor de vários hinos e louvores. Pertenceu, também, ao corpo de redatores de nossas revistas Oásis e O Restaurador.

Há algum tempo o Departamento de Educação e Cultura Religiosa da IAP quis saber de seus filhos quais impressões tinham de seu pai, Osi. As respostas guardam em si mesmas o enfoque dos seguintes pontos: autenticidade, sinceridade, idealismo, honestidade, simplicidade, coragem e carisma. Nada mais verdadeiro. Externamente o pastor Osi apresentava uma fisionomia fechada, de severo, o que não é verdade, porque quando dele as pessoas se aproximavam, as coisas mudavam e sua bondade e carisma ressurgiam. Ele sempre tinha uma nova, para cada dia, a contar e fazer sorrir o interlocutor.