Uma Promessa a cumprir-se – João augusto é batizado no Espírito Santo

O pastor João Augusto permaneceu no ministério ativo dos adventistas do 7º dia de 1918 a 1928. Com seu desligamento recebeu uma contribuição gratificatória de um conto e quinhentos mil reis, com que comprou pequena casa perto do templo Adventista, pretendendo, com isto não se afastar dos princípios de fé e proporcionar à sua família possibilidades e facilidades em congregar-se. Nas dependências dessa igreja havia uma escola primária, na qual estudavam seus filhos: Jair, Otoniel e Junílio, na Rua João de Deus, em Torres, nos arrabaldes do Recife – Pernambuco.

Com o passar do tempo vai se desgostando e deixa de congregar, atitude igualmente tomada por sua esposa, Marcionila.

A conferência em São Paulo, de 1928, recusou a prática de se receber, por votos, crentes procedentes da Igreja Batista e os já recebidos teriam de passar por novo batismo. Com a notícia, muitos crentes fieis não concordaram e se desligaram do movimento. Com o passar do tempo criaram uma congregação, dos separatistas, liderados pelo senhor Oséas Lima Torres, pessoa culta e simpática a todos e de grande afinidade com o pastor João Augusto. Este, juntamente com o irmão Godofredo Wanderley e respectivas famílias, passaram a congregar juntos, por pouco tempo.

Em 1929, em Caruaru, o pastor João Augusto encontra-se com o irmão Manuel “Caboclo” (Manuel Lourenço do Nascimento), adventista do 7º dia, que lhe pergunta: “O senhor já recebeu o batismo no Espírito Santo? Não, respondeu João Augusto. “Não sei se irei recebê-lo. Mas a promessa é para tantos quantos Deus, nosso Senhor chamar. Todos temos direito a ela”. O irmão Caboclo põe as mãos nos ombros do pastor João Augusto e diz: “Quando O receber, escreva-me, que também desejo”. O pastor João Augusto prometeu que o faria, se isso lhe acontecesse.

Em 1931 certo pastor batista, seu amigo, sabedor de que J.A.S havia se afastado do movimento Adventista do 7º Dia, ofereceu-lhe uma igreja para pastorear e a educação de seus filhos em colégio batista. Em virtude de suas convicções religiosas, João Augusto não aceitou ao convite.

O livro Marcos que Pontilham o Caminho – 1ª edição, páginas 62 e 63 dá o seguinte relato:

“Um dia, o pastor João Augusto encontra-se com um dos decepcionados separatistas, defronte do salão deles e este lhe diz em tom de lamento: “Estou muito triste, pois à noite passada, sonhei com esta casa incendiando-se”. – Maravilhoso! Respondeu João Augusto. “Fogo, meu caro, é símbolo de purificação. Quem sabe se Deus vai queimar a miséria espiritual que domina essas poucas almas, que ainda restam e se reúnem neste salão”. O pastor João Augusto não soube precisar quantos dias se passaram desde que essas palavras foram proferidas. O certo é que o dia 24 de janeiro de 1932 já estava ao entardecer. Após a refeição vespertina, ele toma de sua Bíblia e passar a recapitular as passagens referentes à Promessa do derramamento do Espírito Santo, no livro de Atos dos Apóstolos”.