Preço incalculável

Por que permanecer escravos, se nossa liberdade já foi paga?

Um dos fenômenos sociais mais distintivos da história humana é a escravidão.  A imposição da vontade do mais forte sobre o mais fraco. Podendo variar no nível de crueldade, caracteriza-se ser uma relação marcada pelo medo, intimidação, usurpação, espoliação, brutalidade.

Nosso país sabe bem o que é escravidão. Por mais de três séculos, negros e índios foram vitimados pelo domínio português. Nesse contexto, muitos se rebelaram contra seus dominadores e fugiam para comunidades que ficaram conhecidas como quilombos. Refugiados na selva, perseguidos pelos capitães do mato.

Com a abolição da escravatura, os negros estavam finalmente livres da opressão de seus senhores. Entretanto, a realidade que os esperava não era tão agradável como poderiam supor. Sem emprego, sem casa, sem perspectivas, foram lançados à margem da sociedade. Amontoando-se em redutos nas grandes cidades, que mais tarde viriam a ser conhecidos como favelas. A Lei Áurea libertou seus corpos, mas não libertou suas almas. Continuavam oprimidos, desprezados e sem esperança.

Não haveria escravidão, guerras, holocausto, terrorismo, massacres, corrupção, mentiras, orgulho e egoísmo, ódio ou inveja, vícios nem orgias, palavrões, divórcio, preguiça, fome, doenças, desrespeito e desunião, se não houvesse o pecado. Ninguém furaria filas, faria fofocas, seria grosso ou estúpido se não houvesse o pecado. Você não seria traído e não teria mágoas de ninguém, não se atolaria em dívidas nem passaria cheques sem fundos. Não iria olhar para a mulher dos outros, nem fingiria estar doente para faltar no trabalho. Aliás, não ficaria doente em momento algum.

Não saberia o que é dor de cabeça, febre, resfriado, gastrite, enjôo, cansaço ou desânimo. Se não fosse o pecado, você não teria perdido seu parente no acidente, nem sentiria saudades por alguém que morreu de câncer. Ainda estaria com seu marido ou filho. Não saberia o que é sentir desespero, angústia, desilusão ou aquele “nó na garganta”. Não saberia o que é chorar. Nenhuma lágrima jamais correria do seu rosto. Se não houvesse o pecado, também não haveria a morte.Por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte. Assim a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”. Rm 5.12

Você sente-se preso por sentimentos ou comportamentos? A mágoa, ira, culpa, medo, tem dominado seu coração? Está escravo de algum vício ou compulsão? Está fugindo da oração, da adoração, da vida cristã? Está se esquivando da Bíblia? Está tentando se esconder de Deus?

Reconheça que não há solução em você mesmo. “Mas ninguém pode salvar a si mesmo, nem pagar a Deus o preço da sua vida, pois não há dinheiro que pague a vida de alguém. Por mais dinheiro que uma pessoa tenha”. Sl 49.7,8

O escravo grego obtinha sua liberdade economizando por anos no templo todo dinheiro que pudesse juntar e apresentava ao seu senhor, perante o sacerdote, o preço por sua liberdade, passando a ser escravo do deus do templo. Os escravos no Brasil colônia fugiam para os quilombos.

Estas eram saídas encontradas para a liberdade. Mas o que muitos não sabiam é que o preço pela nossa liberdade já foi pago. A verdadeira liberdade não será encontrada na fuga ou nos recursos que você tenha.

Reconheça a verdade. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” Jo 8:32. A palavra “conhecereis” neste texto é ginosko, que significa perceber, compreender, reconhecer, ganhar conhecimento, realizar, vir a saber. Ginosko é o reconhecimento da verdade mediante experiência pessoal.

Perceba que Jesus lhe convida a ter uma experiência com essa verdade. Cristo lhe chama para um encontro pessoal. “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu .vos aliviarei” (Mt 11:28). Jesus está dizendo a você: “Vamos andar juntos! Estou à porta batendo! Quero entrar, sentar-se à mesa contigo!”

Nada escraviza tanto o ser humano quanto o pecado.  E para esse tipo de cadeia, apenas o poder de Jesus Cristo pode trazer verdadeira liberdade. O preço da nossa liberdade foi altíssimo, mas já foi pago por Cristo Jesus, nosso Salvador. Aceite ser livre!

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