Preso injustamente, libertado por Deus

Preso injustamente, libertado por Deus

Por ter o mesmo nome de um acusado pela polícia, o irmão Cleiton foi encarcerado durante 34 dias. O povo promessista orou intensamente, e Deus fez a justiça. Leia a íntegra da matéria publicada no Jornal da Manhã, de Criciúma (SC), em 16 de julho de 2010.

Cleiton Borges dos Santos de 21 anos, ficou no presídio Santa Augusta por 34 dias.

O último dia de Cleiton Borges dos Santos, de 21 anos, numa das celas do Presídio Santa Augusta foi angustiante. Fazia sete dias que suas esperanças de sair logo da carceragem tinham sido renovadas, mas nada mudava. “Eu estava pedindo a Deus por uma noticia boa. Passei o dia angustiado até que, agora a pouco (ontem, 15 de julho), me chamaram, e disseram que era o meu alvará de soltura”, narrou o jovem, bastante emocionado, quando já em liberdade, pelo lado de fora das grades da unidade prisional.

A Justiça da Comarca de Pinhais/PR havia decretado a prisão preventiva do morador de Forquilhinha, acusando-o de envolvimento em um homicídio. O crime ocorreu em 2008, um ano antes da primeira e única vez em que o rapaz esteve na cidade da região metropolitana de Curitiba. Desde 11 de junho de 2010, quando o Mandado de Prisão foi cumprido, a família e amigos correram por provar a sua inocência.

A boa noticia que Cleiton tanto esperava chegou a ele no final do dia de ontem (15). Pouco mais cedo, a Justiça paranaense havia expedido carta precatória à Comarca de Criciúma, solicitando que o colocassem em liberdade provisória. Conforme o advogado constituído pela família no Paraná, João Henrique de Souza Arcoverde, o segundo pedido de soltura foi feito na sexta feira da semana passada.

A decisão judicial foi baseada em diversos documentos anexados às alegações do defensor. O advogado explicou que o juiz entendeu que o material estava conexo com a defesa e, diante disso, Cleiton, realmente, não é a mesma pessoa apontada no processo criminal como assassino. “O juiz viu que ele não é o mesmo da foto do acusado, que também se chama Cleiton, e nem as características batem com as descritas pelas testemunhas”, contou João Henrique.

O advogado também já apresentou defesa preliminar, pedindo para excluir o auxiliar de almoxarifado do processo. “Isso ainda será analisado, mas pelo numero de provas encaminhadas e a ajuda de toda a família, dos amigos, da igreja e da divulgação do caso na mídia, acho que não resta dúvida ao Poder Judiciário de que não se trata da mesma pessoa”, considerou.

Os documentos encaminhados a Curitiba para provar a inocência do jovem foram providenciados com o auxilio do delegado Airton Ferreira, que tomou o depoimento do suspeito, coletou suas digitais e bateu fotos atuais. A intervenção da Central de Polícia no caso foi uma solicitação do Ministério Público de Criciúma, na pessoa do promotor Alex Cruz. O que Cleiton mais queria era ir para casa, levando da experiência “amor a tudo que tenho, à minha família e aos meus amigos”.

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