Príncipes e princesas

Neste Dia das Crianças, vale a pena refletir sobre como estamos tratando nossas crianças

Atualmente é assim que as crianças são chamadas pelos pais, avós, tios e amigos da família. Desde a gestação quando o assunto é referente ao bebê o tratamento é o mesmo: nosso príncipe ou nossa princesa. Este hábito é facilmente verificado nos últimos tempos, tanto nas conversas, quanto nas postagens da família e dos amigos em relação às crianças, nas redes sociais. Razões para isso não faltam. O mundo todo assistiu embevecido a pompa e o esplendor, veiculados por todos os tipos de mídia, do último casamento real inglês, do príncipe William com Kate Middleton. O mesmo foi feito quando do anúncio da gestação e do nascimento do bebê real, fruto da união, que contemplou a todos os mortais comuns com uma explosão de imagens de uma criança linda, fofa, famosa, rica e herdeira do título real.

O mundo da animação não deixa por menos. Estamos vivendo uma overdose de princesas e príncipes. A maioria dos lançamentos de filmes de animação tem um personagem da realeza como foco principal. Uma produção dos estúdios Disney colocou dose dupla de princesas no desenho “Frozen”. Logo em seguida, lançaram o filme da Cinderela, interpretado por humanos. É evidente que isto gera um mercado para vender os mais variados produtos decorrentes da fama dos personagens entre as crianças e os adultos.

As famílias, por sua vez, influenciadas pela publicidade e pelo modismo, são levadas a imaginar que, realmente, elas têm um príncipe ou uma princesa em casa, dignos de tudo que envolve o título. As crianças, é claro, estão cada vez mais convencidas da “nobreza” dada a elas, e não deixam a desejar, usando e abusando das regalias que lhes são concedidas. Afinal, príncipes e princesas não podem ser contrariados, passar necessidades ou ter qualquer tipo de aborrecimento ou sofrimento. Nasceram para reinar! O resultado é que, muitas vezes, o relacionamento da família com as crianças acaba confuso, sem que haja uma definição clara sobre o papel a ser desempenhado por cada parte. Os primeiros frutos dessa inovação não têm sido nada doces. As crianças estão muito difíceis no trato, não somente para a família, mas também para outras pessoas que lidam com ela fora do círculo familiar. Qual seria, então, a maneira equilibrada de valorizar a presença da criança na família?

É evidente que a chegada de uma criança concentra todas as decisões e ações de uma família. Na criança é centralizada toda sorte de expectativas, anseios e realizações. O mundo passa a girar em torno de um ser indefeso, frágil e totalmente dependente. O medo do insucesso em relação ao futuro da criança, em um mundo como o que estamos vivendo, corrompido e destituído de valores como moral, ética e fé, é real, por mais despreocupada que uma família possa ser. No entanto, não podemos nos esquecer que apesar de toda a aparente inocência, a criança também é herdeira do pecado (Rm 3:23), e que sofre com as consequências deste, sendo sujeita aos riscos que esta triste realidade impõe.

Nesta época do ano em que as crianças são homenageadas, aproveite para dar às suas crianças, além do presente comemorativo, o melhor dos presentes. Entregue a elas a chave da felicidade! A chave é Jesus Cristo. Ele mesmo disse: Deixem vir a mim as crianças, não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas. (Mc 10:14). Elas podem continuar a serem seus príncipes e suas princesas, porém, tanto você quanto elas precisam ter a noção correta da verdadeira situação do ser humano, independente da idade, e saber que Jesus Cristo é o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap 19:16), e que todos precisam dele para a salvação, e assim poderão ter a concreta promessa de possuir um reino eterno.

Quando temos a compreensão correta de quem é o Soberano e a ensinamos às nossas crianças, oferecemos a elas um presente maravilhoso com garantia eterna de felicidade, além da certeza de reinar com Cristo. Da mesma forma, quando as regras da Palavra de Deus passam a orientar os relacionamentos familiares, os papéis que cada um devem desempenhar se tornam nítidos e a submissão ao senhorio do Senhor Jesus Cristo abre espaço para que toda a família comece a experimentar da grandeza do reino de Deus ainda nesta vida, usufruindo de maneira sadia a bênção de ter crianças em casa.

Famílias com crianças abençoadas, regradas, fortes espiritualmente e herdeiras do reino celeste é a proposta do Rei e Senhor Jesus Cristo. Entreguemos a Ele o comando das nossas vidas e de nossas crianças, para que estas tenham a chance de aprender dele e com Ele através do ensino, da oração e do bom exemplo deixado pelos seus responsáveis. Dessa forma, elas terão a gloriosa oportunidade de se tornarem verdadeiramente príncipes e princesas e reinar com Cristo para sempre.

Veja dicas de programação com as crianças para o mês de outubro: http://fesofap.portaliap.org/?p=10216&preview=true

Dsa. Rute de Oliveira Soares – Dijap (Departamento Infanto Juvenil da igreja Adventista da Promessa) Convenção Geral

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