Qual o melhor tempo para o aconselhamento?

Qual o melhor tempo para o aconselhamento?

É melhor falarmos um ano antes do que cinco minutos atrasados

O dicionário traz inúmeras definições para a palavra “aconselhar”, sendo que  advertir, avisar e admoestar aproximam-se bastante do conceito de “prevenir”, que quer dizer: dispor com antecipação, preparar, chegar antes, aplicar de maneira que evite dano. Existe um provérbio antigo e muito conhecido que diz: “prevenir é melhor do que remediar”. Se este ditado saísse da teoria e se tornasse prática, principalmente nas famílias, muita dor seria evitada.

No ministério de aconselhamento a meninas, tenho tentado não me esquecer de que é melhor falarmos um ano antes do que cinco minutos atrasados. Em toda a palavra de Deus, somos advertidos quanto à importância do aconselhamento em forma de prevenção. O próprio Deus se encarregou de fazê-lo ao seu povo e das mais diferentes maneiras: anjos, sonhos, profetas. Em determinadas situações, utilizou-se de sua própria voz. Grandes homens foram usados por Deus como exemplos de conselheiros para nós.

O apóstolo Paulo, em sua primeira carta a Timóteo, escreveu: “Não repreendas asperamente o homem idoso, mas exorte-o (aconselhe-o) como se fosse seu pai; trate os jovens como a irmãos; as mulheres idosas como a mães; e as moças como a irmãs, com toda a pureza” (I Tm 5:1-2 – NVI). Em outras palavras, Paulo, que aparece exatamente aconselhando o jovem Timóteo como a um irmão, pede que ele, exerça o autocontrole, não abuse de sua autoridade, mas aja com amor, mesmo que tivesse que repreender.

Em outro momento, encontramos Paulo orientando Tito a ensinar às mulheres como se conduzirem em sua vida cristã, como esposas, mães, sendo que as mais experientes deveriam ser conselheiras das mais jovens (Tt 2:3-5). Todos nós, cristãos, recebemos, em determinado momento, a incumbência de sermos conselheiros. Os consagrados, em especial, chamados para integrar o Departamento Ministerial, têm a responsabilidade de ser conselheiros em tempo integral, em exemplo, palavras, orações e, sobretudo, no exercício do amor, que deve ser a motivação para a aceitação do chamado.

Portanto, que “habite ricamente em nós a palavra de Cristo; e que possamos ensinar e aconselhar-nos uns aos outros com sabedoria” (Cl 3:16). E que nosso conselho, querido companheiro de ministério, possa vir sempre a tempo, para a glória de Deus e para a edificação do corpo de Cristo.

Dsa. Marta Olívia de Oliveira Santos congrega na IAP em Vila Rio (Guarulhos, SP) e integra a equipe do Departamento Ministerial.

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