Que mal há em caçar Pokémons?

Nos últimos dias e semanas um dos assuntos mais falados é sobre o jogo “Pokémon GO”. Mesmo quem não joga ou não liga para isso, ouviu ou viu algo relacionando a isso. Se você não ficou nas últimas semanas em uma ilha deserta você sabe da febre que se tornou o Pokémon GO.

Até mesmo nas ilhas os jogadores procuram um Pikachu.

É um jogo da Nintendo em parceria com a Niantic, que atualmente desbancou todos os demais jogos, e se tornou o mais popular game para plataformas móveis, celulares e tablets. É o primeiro jogo da história a alcançar mais de dez milhões de downloads em apenas uma semana, e assim gerando cifras milionárias aos criadores. Pokémon significa “monstro de bolso”, uma criatura fictícia que tem se tornado viciante e aprisionadora para muitos. O problema não está no nome ou no jogo e sim em quem joga e da forma que joga. É fácil para os legalistas rechaçarem e dizerem que é do demônio e proibir ao invés de investir na espiritualidade dos jovens ao passo que eles entendam e discirnam as reais prioridades.

Nas últimas semanas emergiram nos noticiários vários acidentes de trânsito por conta desse jogo, onde pessoas dirigindo ficam procurando os Pokémons, pessoas distraídas com o jogo que atravessam a rua. Foi veiculado na mídia o caso de um menino que morreu afogado ao entrar em um lago para caçar Pokémons. Os alunos agora não estão prestando atenção às aulas, pois ficam procurando Pokémons enquanto o professor leciona. Alguns alunos, para burlar o professor que confisca os celulares, pedem para ir ao banheiro e são surpreendidos nos banheiros e pátios das escolas. Os Pokémons estão “escondidos” em todos os lugares e aqueles que baixaram o aplicativo do jogo em seus smartphones ficam procurando-os. É comum vermos vários adolescentes e jovens com seus aparelhos nas mãos procurando os Pokémons e/ou comentando onde os Pokémons estão escondidos. Pessoas têm perdidos seus empregos, em plena época de crise, pois viciados, jogam em horário de trabalho. Mais uma vez: o problema não é o jogo e sim quem joga e como faz do jogo a prioridade. Os que jogam dizem que o Pokémon GO é altamente viciante.

Sabe-se que os Pokemóns estão escondidos inclusive em igrejas e em cemitérios, e em tantos outros lugares. Como sabemos os cemitérios à noite são locais escuros e vulneráveis. O vazio interior do ser humano é tão grande que ele sempre buscou sanar esse vazio com diversas coisas, e no nosso contexto individualista e hedonista, características da pós-modernidade, esse vazio está se alargando. Esses jogos se encaixam bem na proposta moderna de preencher o vazio do ser humano, pois têm uma proposta de entretenimento. É bom se distrair e se divertir com jogos, mas é ruim sermos fisgados e ficarmos aprisionados ao vício do jogo.

Numa sociedade estranha como a nossa a proposta de entretenimento é fantástica, pois ela nos sequestra para uma realidade, mesmo que seja virtual, e nos leva ao divertimento e distração. O jogo nos leva para a virtualidade que nos distancia de tudo que nos aflige nesse momento, e assim como um entorpecente, fugimos para aquilo que dá prazer por alguns instantes, mesmo que isso seja momentâneo e passageiro. O esquema é se desligar de tudo e curtir o jogo. Demonizar o jogo é coisa para legalista que gosta de proibir por proibir. Vivemos no mundo que jaz no maligno e que está contaminado pelo pecado e nossa luta contra o pecado é com uma vida piedosa de leitura bíblica e devoção por meio da oração. Cheios do Espírito Santo, mostraremos aos nossos filhos, adolescentes, ovelhas, amigos e parentes “há tempo para tudo”, e que “o que contamina o homem é o que sai, pois sai do coração”, como Jesus já nos ensinou.

O Pokémon GO é apenas um jogo. Um jogo que suga as pessoas comuns que estão viciadas com a proposta virtual para o mundo virtual. O grande problema é que não somos virtuais e que o “mundo virtual” não existe, mas nós interagimos mais com o mundo virtual do que com o real. O jogo faz com que a pessoa pense que o mundo virtual é o seu mundo real. E isso provoca uma falsa realidade para a vida das pessoas, pois o mundo virtual é belo, fantasioso e recheado de entretenimento. Já vida real é marcada pela força, coragem, dor, suor, luta, sofrimento e por aí a fora. A virtualidade nos desumaniza e nos robotiza, fazendo com que nossas atitudes sejam determinadas pelo jogo e vício. O problema é que essas propostas de fugir da realidade para a vida virtual se torne uma fuga momentânea de um jogo e acabe se tornando um estilo de vida. Uma vida marcada pelo vício e que se refugia em caçar Pokémons. A realidade é a vida cotidiana.

Alguns caçam Pokémons, outras caçam motivos para demonizar os que caçam Pokémons e outros caçam estratégias para ensinar os filhos, adolescentes e rebanho a não cair nas armadilhas das propostas dessa fuga para a “vida virtual”. Creio que deveríamos aproveitar esse contexto como oportunidade para ensinar as próximas gerações amarem a Deus acima de tudo, assim eles terão como conviver e combater as propostas mundanas. Aproveitar a oportunidade para solidificarmos mais nossos ensinos e mostrarmos como as propostas dessa “vida virtual” é enganosa, falsa e alienadora. Se mesmo assim você quiser jogar Pokémon GO, jogue com moderação. Mas, não se esqueça de priorizar o Reino de Deus e de ensinar que o Reino de Deus está acima de todas as nossas prioridades.

Fonte: Jeferson Rodolfo Cristianini (Ultimato)

9 Comments

  1. Selma disse:

    Sobre a matéria do Pokémon go..parece que estamos bem liberais com esse jogo…No final da matéria diz ” jogue com moderação” foi o mesmo que ouvir ” beba com moderação”…

    • Viviane disse:

      concordo essa materia pareceu liberal, sei de fatos que esse jogo tem causado desentendimento familiar devido a cegueira espiritual, esse jogo é maligno, quem é atrevido o suficiente para entrar em igrejas e cemiterios, o que há por lá ? além de mortos há rituais de magia negra e ainda diz que os ‘pokemons’ estão por lá?? mais dicernimento igreja, acorda, o diabo usou estrategias para aprisionar a todos… acho que as igrejas deveriam exortar mais e mais, e não permitir, não pode ficar sempre em cima do muro pra não perder ninguém, se não corrigir aí é que perde mesmo.

    • Silvania disse:

      Concordo com você. Bem liberal… Me desculpem, mas quem publicou este texto não agiu com sabedoria.

  2. Carlos disse:

    Há uma verdadeira febre de interesses nestes monstros, que na verdade personificam demonios. Trata-se de mais um entretenimento com gosto de inferno. Julgue voce mesmo, se sao inofensivos aos seus filhos.

    Restaurador ano LXI 476 Setembro, Outubro, Dezembro 2000 pag. 31

    • Alberto disse:

      Personificam demônios? Sério mesmo que algo material pode materializar o espiritual? Queria ler isso na bíblia, ou em qualquer lugar sério, que não um manual kardecista ou espiritista.

  3. Pr. José Mauricio disse:

    Tiago 3.11 Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?
    Com esse texto quero dizer que os criadores destes jogos, desenhos, e etc. São Satanistas! portanto, não concordo com esse comentário publicado! Lembro-me que a FUMAP em palestras combateu sobre desenhos animados satânicos em nossa região. Desculpe, mas parece que esse autor aderiu o “Demônio de Bolso” e quem publicou essa matéria foi muito infeliz!!!

  4. Ismael miguel da silva disse:

    Caro Irmãos, a paz do Senhor. Será que Jesus encontrará fé na terra? Ou encontrará pessoas transvestidas de crentes caçando pokemon? Eu creio que se Jesus voltasse hoje encontraria sim fé na terra. Encontraria uma igreja lutadora, buscando Salvar pessoas de boa índole, de má índole, prostitutas, gays, pastores comprometidos, e não tão assim, enfim encontraria pessoas perdidas dentro das igrejas, lutando para serem lideres dos grupos de louvor, diretores dono de igrejas, velhos e novos verdadeiros adores, ou não tanto assim. Essa é a verdadeira igreja de Cristo, um hospital de doentes, cujo estou internado, fazendo o possível para ser salvo, e dependendo da infinita misericórdia de nosso Deus.

  5. DC Jose Luiz disse:

    Que mal a em jogar pokemon , que mal a em beber , essas que mal a fica a deixa para fazermos com moderacao o que quisermos , a palavra de Deus afirma , tudo me él licito mas nem tudo me convem , nao jogue pokemon , voce nao precisa disso , pois se voce fizer e ficar viciado este irmao que falou para voce jogar com moderacao nao vai estar la para te ajudar a sair do vicio , tudo comeca com pouco ninguem nasce viciado , nao jogue pois e altamente viciante .

  6. Alberto disse:

    Olha. concordo que o jogo é de péssimo gosto. Mas, sinceramente, materializar o inimigo em coisas como músicas, filmes, etnias, jogos, aparelhos, e etc., me parece tão desgostoso quanto.

    Por que ao invés de descarregarmos ódio contra quem não entende (ou não enxerga) o mau que há em se jogar “pokemon go”, a gente não se preocupam em rogar a Deus a sua infinita misericórdia por essas pessoas?

    Seriam os males do “Pokemon” maiores do que a nossa fé? Seia a voz do inimigo tão mais alta assim do que as nossas orações? Seria o poder do inimigo maior que o poder do nosso Deus?

    Digo isso porque alguns comentários aqui em baixo até pareceram respeitosos, outros nem tanto. Que suportarmos uns aos outros em amor?

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