Relacionamentos superficiais

Como o Corpo de Cristo pode – e deve – ser diferente

Relacionar-se, conviver, partilhar, compartilhar valores, não é uma tarefa das mais fáceis, porém, ela é aprendida quando existe respeito ao ser humano criado à imagem e semelhança de Deus, independente do seu credo religioso ou filosofia de vida.

Na igreja de Cristo, relacionar-se com o outro que ama a Jesus e que obteve de Deus a revelação da Sua Palavra também não é fácil, acrescentando-se que Jesus disse que o joio cresceria junto do trigo, pois a colheita é dele. O apostolo Pedro, por exemplo, mesmo convivendo e vendo o que Jesus fazia e como Jesus se comportava, demorou no seu processo de conversão, que só aconteceu quando Jesus foi entregue aos homens para concretização de sua missão. Pedro chorou amargamente quando a sua ficha caiu e percebeu a quem tinha negado (Lucas 22.62).

Como estamos convivendo com nossos irmãos? Qual a profundidade dos nossos relacionamentos? A hipocrisia e a mentira têm tido vez em nosso meio? Caso sim, com certeza, isso não provém de Deus e os nossos valores espirituais estão distorcidos e enfraquecidos.

A oração de Jesus ainda é válida: “Para que todos sejam um” (João 17.21a). A união em torno da estabilidade e do crescimento da igreja de Deus deve ser maior do que qualquer objetivo egoísta. Mesmo neste tempo de isolamento tecnológico, quando muitos se relacionam virtualmente, superficialmente, como dizia o poeta paraibano Augusto dos Anjos: “Cada um no seu canto, chora o seu pranto”. Em outras palavras: “cada um com seus problemas”.

Precisamos de gente de bem, discípulos e servos verdadeiros de Cristo, que através das Palavras de Deus, tragam conforto e solidariedade às pessoas e aos irmãos de fé, não com falsidades, fofocas e outros artifícios que menosprezam uns e projetam outros, não com interesses escusos, não para cumprir um protocolo “igrejeiro”, mas sim por causa do que Jesus nos ensinou, quando valorizou pessoas que o seguiam: “Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo te conheça” ( João 17.23).

A convivência com o padrão mundano, com toda a sua libertinagem, falsidade e hipocrisia afetou até os apóstolos de Cristo (João 12.6).  O que diríamos de nós, hoje, caso não estejamos de fato ligados à videira verdadeira? Estes padrões de comportamento podem nos atingir, chocando-se frontalmente com os valores e ensinos do Reino de Deus. Como posso analisar se não estou vivendo relacionamento superficial com meus irmãos de fé? Devo responder sinceramente estas inquietações: Gasto tempo na oração por eles? Ao mencioná-los aos outros, qual o sentimento que externo? Trato todos como gostaria de ser tratado (a), respeitado (a) e lembrado (a)?

Existe uma regra bíblica chamada: regra áurea ou regra de ouro. Ela diz que devemos nos enquadrar na lei concernente ao próximo e a Deus também: “Aqui está um guia simples e objetivo de conduta: pergunte a você mesmo o que quer que os outros façam a você, e, então, faça o mesmo a eles. Na verdade, nisso se resumem a Lei e os Profetas. (Mateus 7.12). Alguém já disse que os dentes podem ser postiços, mas a língua deve ser sempre verdadeira. Seja autêntico e Deus trabalhará no aperfeiçoamento do seu caráter e da sua personalidade através do fruto do Espírito.

Pr. Omar Figueiredo dos Santos é responsável pelas IAPs em Jardim Paineira e Itaquera, na Convenção Paulistana Leste.

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