A Escola Bíblica de Topeka, no Kansas, funcionava como uma espécie de seminário. Nela, Charles Parham exercia considerável influência, como um dos professores.

Simpatizante do movimento avivalista, que já vinha conquistando espaço em outros Estados daquela federação, contribuiu ele, decisivamente, para a expansão desse movimento.

Reily afirma que “nessa escola, Charles Parham defendia a ideia de que o falar em línguas era um dos sinais que acompanhavam o batismo do Espírito Santo” (REILY, Duncan A. História Documental do Protestantismo no Brasil, ASTE: 1984, p. 378), e embasava sua convicção na experiência do pentecoste, conforme registro em Atos 2:1-4, e nas declarações bíblicas neotestamentárias, segundo as quais esse sinal foi testemunhado em Jerusalém, Cesaréia, Éfeso, Corinto, etc., a partir das quais concluía que as línguas estranhas são uma evidência do batismo no Espírito Santo (Mc 16:17, At 2:4, 10:46, 19:6, I Co 12:10, 28 e 30, 13:1, 14:2). O que não se pode esquecer é o fato de que o verdadeiro avivamento estará sempre associado à prática da oração, desejo de uma vida de pureza e santificação; zelo e respeito no trato com as coisas espirituais; busca perseverante do batismo com o Espírito Santo e dos dons espirituais, pois são estes os elementos básicos que vão habilitar o crente a testificar de Jesus.