Se quisermos retroagir no tempo, em busca de informações que indiquem a ocorrência de avivamentos, é evidente que vamos encontrar o primeiro deles em Jerusalém, quando da descida do Espírito Santo, em forma de batismo, no dia de pentecoste. Entretanto, o espaço de que dispomos não nos permite historiar as ocorrências desse fenômeno, com a indicação de tempo e espaço onde ele se manifestou. A abordagem que fazemos está ligada a fatos mais recentes, pelo significado que têm para a história do movimento pentecostal em nosso país.

Todo estudioso da história do protestantismo no continente americano sabe que, até a última década do século XIX, as igrejas protestantes existentes nos Estados Unidos seguiam uma linha de conduta religiosa tradicional-comodista. Episcopais, metodistas, presbiterianas, batistas, dentre outras, vinham dando assistência espiritual a seus membros, administrando seus rituais, fazendo evangelismo e missões, dentro e fora daquele país, num rítimo que lhes parecia normal para os padrões daquela época; porém, sem nenhuma grande novidade.

Deus, contudo, preparava o momento certo para começar sua grande obra, e esta veio a acontecer já no início do século XX. Por esse tempo, surgiram, em um ou em outro ponto daquela nação, sinais de um autêntico avivamento espiritual, que logo se espalharia por outras partes do mundo.