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É triste constatar que, não apenas a apresentadora, mas muitas são as pessoas a sofrerem violência racial no país

Tem circulado pelas mídias um burburinho acerca da nova “moça do tempo” do Jornal Nacional, Maria Julia Coutinho ou “Maju”, para os íntimos. Na página do Facebook, a jornalista foi alvo de comentários preconceituosos e racistas tais como: “Só conseguiu emprego no JN por causa das cotas, preta imunda”; “Em pleno século 2015 [sic] ainda temos preto na TV” e outros mais, dos mais baixos níveis. Comentários, em minha opinião, ridículos e desnecessários.

Imediatamente, surgiu nas redes sociais um movimento de apoio a Maria Julia, por meio da hashtag #SomosTodosMaju, que chegou a figurar entre os assuntos mais “populares” no Twitter. Maria Julia teve um momento para responder publicamente aos ataques, na edição seguinte do Jornal Nacional, quando disse:

“[…] Claro que eu fico muito indignada, fico triste com isso, mas eu não esmoreço, não perco o ânimo, que eu acho que é isso que é o mais importante. Eu cresci numa família muito consciente, de pais militantes, que sempre me orientaram. Eu sei dos meus direitos. […]”

A postura da jornalista foi madura, equilibrada e sem baixar o nível da discussão. Inclusive, foi maravilhoso observar a reação de toda a nação brasileira frente a este ataque à Maju Coutinho. Mas creio que caibam alguns questionamentos: quantos casos de manifestações racistas acontecem todos os dias? Quantos homens e mulheres são atingidos por piadas de mau gosto, risos indiscretos e comentários cochichados? Este foi apenas um caso e teve uma repercussão nacional, no qual todos lindamente abraçaram a causa – e não há demérito nisso. Todavia, ainda existem milhões de pessoas que são vítimas de violência racial em nosso país.

Isso sem contar outras muitas manifestações intolerantes, nos últimos tempos: pedradas em umbandistas, transexual crucificado (claramente zombando da fé cristã), ódio aos homossexuais pregado por pastores midiáticos… Uma chuva de desequilíbrio ronda esse país que está à beira do caos – moral, social, político e religioso.

O caos pode estar prestes a instaurar-se por completo, mas não sobre aqueles que são filhos de Deus. Estes têm em seu interior o fruto do Espírito (Gl. 5.22-23), que tem em sua composição a temperança (ou equilíbrio), a mansidão, a bondade e o autocontrole (ou domínio próprio), itens que se mostram essenciais para a vida cotidiana neste mundo rodeado de extremismos e loucuras.

Por fim, sobre o racismo, ouso dizer que Deus não se importa com a cor de nossas peles. Que a preocupação do Altíssimo está mais em purificar nossa mentalidade, e nos dar não uma mente “branca”, “preta” ou “parda”, mas dar-nos a mente de Cristo. Deus não se importa com a cor de nossas peles ou com o tipo de nossos cabelos, uma vez que “[…] a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (Tito 2.11). Indiscriminadamente, a graça manifestou-se a todas as pessoas, independente da cor de suas peles ou de sua ascendência cultural. Além disso, leia a visão do apóstolo João, sobre a mais sublime reunião dos santos:

Depois destas coisas olhei, e eis uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, que estavam em pé diante do trono e em presença do Cordeiro, trajando compridas vestes brancas, e com palmas nas mãos; e clamavam com grande voz: Salvação ao nosso Deus, que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro. (Ap. 7.9-10)

Disse e repito: Deus não se importa com a cor de nossas peles, nem com o tipo de nossos cabelos. Ele se importa em limpar nossos corações e mentes do domínio do pecado e nos iluminar com a presença do Espírito, com a finalidade de formar um só povo, com vários tons de pele, várias línguas, várias culturas. Enfim, Deus vai reunir sua Igreja, um povo de várias nações, com várias culturas, com muitas cores, mas totalmente dele, que vive a vida em amor ao próximo e equilíbrio.

Fica aqui registrado mais um desejo: “Ora vem, Senhor Jesus!”

 

Eric de Moura é seminarista em Vila Medeiros e congrega na IAP em Vila Falchi (Mauá, SP).

14/07/2015

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