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Vamos logo às definições: se você tem entre 15 e 20 anos, você é comumente considerado um integrante da Geração Z. Se você tem entre 21 e 34 anos, você é da Geração Y (ou também Geração do Milênio). Entre 35 e 49 anos, escreve aí: Geração X. Ainda temos os baby boomers (50 a 64 anos) e a Geração Silenciosa (65 anos ou mais). Se você está nessas faixas lendo esse texto, seja bem-vindo!

A galera das Gerações Y e Z desenvolvem sua visão de mundo, conhecimentos e experiência em e através de plataformas digitais. “Compartilhar” já significou repartir um pedaço do lanche e “postar” já foi entendido como selar uma carta e leva-la aos Correios para que em alguns dias o destinatário pudesse receber para ler o que estava escrito (à mão) nas folhas contidas dentro do envelope. Essas palavras e tantas outras tem contextos digitais para a galera da Y e da Z.

Os dilemas estão diante deles: novas e emergentes profissões, um mercado que valoriza cursos e experiências sócio culturais que agreguem valor aos seus currículos, novas tecnologias que caminham para a computação cognitiva e a tal da Internet das coisas (I.O.T, em inglês), diversidade de gênero, responsabilidade sócio ambiental, terrorismo, espiritualidade e fé…

Como não temos espaço, nesse texto, para continuar abrindo mais horizontes, vamos focar em um ponto: Para uma juventude com tantos e complexos desafios, onde a espiritualidade e a fé se encaixam? Talvez, um compartimento da rotina, confinada a um dia da semana? Uma questão de foro íntimo sendo desenvolvida sem apoio institucional? Uma fé líquida que desvaloriza qualquer doutrina com cheiro de século passado? Um êxtase “espiritual” e momentâneo, que não impacta em nada a profissão, o namoro, o consumo e o entretenimento?

Como resgatar uma sólida fé em Jesus naqueles que ainda frequentam as igrejas? E, mais, como levar as Gerações Y e Z a compartilharem o evangelho aos seus amigos e para as próximas gerações?

Essa era a preocupação de Moisés diante das novas gerações de sua época, como se observa em Deuteronômio. Como eles encarariam os desafios de seu tempo para que a fé de seus pais se mantivesse viva em Canaã. Há quem diga que a idolatria e a dificuldade de transmitir a fé para as novas gerações foram os dois grandes fatores do declínio da fé em Israel.

O grande Moisés tem uma resposta. Ele sabia o X da questão para as novas gerações de então e ouso dizer que o X da questão para a juventude atual continua o mesmo: educação, que envolva conhecimento racional (conhecer a lei e a história da redenção) e relacional (pais, professores, pastores e amigos que andam juntos as milhas da fé diante das crises e desafios que se apresentam para cada geração).

Precisamos aprender a ensinar e a assumir responsabilidades. Pais precisam assumir o papel de fonte primeira do ensino e desenvolvimento da fé de seus filhos (isso mesmo pais, não dá para lavar as mãos e acharem que professores de Escola Bíblica e líderes de jovens farão o seu serviço ou consertarão tudo que vocês deixaram de fazer). Professores, líderes de jovens e pastores não podem desistir da galera porque algumas famílias não realizam a sua parte. Deus nos chamou para liderar, discipular e servir para essas gerações. Assim, encontrar alternativas, estuda-los, buscar novas abordagens para um tempo de tamanhas transformações, tudo isso, confesso e concordo, são tarefas pesadas e recheadas de obstáculos, tentativas e erros. Nada é desculpa para desistir das novas gerações. Precisamos encontrar maneiras para que o ensino fiel, constante e transformador da Palavra de Deus possa fazer diferença na nossa galera e, então, eles impactem outros de sua geração e, por fim, quando passarmos o bastão, eles assumam a responsabilidade por levar a fé para as gerações que virão, até que Cristo volte e possamos, cada um a seu tempo, ter a paz no coração com a certeza que cumprimos nossa parte na missão de Deus, no tempo que coube, cabe ou caberá a cada um de nós.

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PARTICIPE DO CONGRESSO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ NA ASSEMBLEIA GERAL DE NOVEMBRO/2017

Inscrições pelo site: https://portaliap.org/congressodeeducacao/


Publicado originalmente em fumap.portaliap.org

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