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Tempo para tudo – guerra e paz

A vida… se tem algo instável é ela! Ela nos prega peças e, não raras vezes, nos desaponta. Se existisse um gráfico que ilustrasse a vida humana certamente seria um gráfico em ondas, que ora oscilam para cima, ora para baixo. Essa é a tônica da caminhada de todo ser humano na face deste planeta e não é diferente com você, pelo fato de ser cristão.
A própria Bíblia, em Eclesiastes 3.8b, nos ensina que existe “tempo de guerra e tempo de paz”. Convenhamos que sua vida não é muito diferente da dos outros bilhões de seres humanos, não é mesmo? Provavelmente você está em um desses estágios: ou em guerra ou em paz. Independentemente de em qual estágio você se encontra, como devemos nos comportar frente a eles?
Os momentos de guerra, de dificuldades e de problemas parecem-nos infindáveis e insuportáveis. Mas minha avó tinha um ditado que dizia que “não há mal que sempre dure”, ou seja, nenhum momento de dor é eterno. Eles sempre vêm e vão; doem, mas passam; custam, mas cicatrizam. E a recomendação que trazemos para você usar nos momentos de guerras e dores é simples: permita-se sofrer, sem superestimar nem subestimar aquela fase. Algumas pessoas em momentos de dor vestem a máscara da hipocrisia e não se permitem chorar suas mágoas e expor suas dores; mas isso é adoecedor e causa males muito mais profundos. Outros afundam-se nas dores e não conseguem ver saída; atolam-se no lodo da depressão e perdem a noção de que há um Deus que está no controle. O caminho para o sucesso nos momentos de guerra na vida é permitir-se chorar sem ser desesperado, sofrer sem ser falso e crer apesar dos pesares.
E os momentos de paz? Ah, esses tornam-se verdadeiros campos minados. Pois se na guerra podemos nos esquecer de Deus devido às aflições, na paz e calmaria corremos o risco de abandoná-lo, caso o sirvamos apenas por interesses. Nos momentos de tranquilidade e estabilidade emocional, financeira, familiar e “espiritual”, como você se relaciona com o Senhor? Qual a sua frequência de orações, jejuns, presença nos cultos? Nos momentos de calmaria da vida, qual a temperatura do seu termômetro devocional? Como não soltar as rédeas e perder as estribeiras em meio à quietude?
Os antídotos contra esse relaxamento devocional são pelo menos dois. O primeiro é a vacina das motivações. Reflita em seu coração as verdadeiras motivações pelas quais você busca o Senhor, repense se, nos momentos de tranquilidade sua rotina de consagração e orações permanece inalterada em relação aos momentos de angústia e desespero da guerra.
Caso sua devoção esteja mancando no período de paz, reveja se você está servindo ao Senhor por quem ele é ou somente pelo que ele pode oferecer. O melhor caminho é servi-lo por quem ele é, pois seus atributos permanecem inalterados, independente das circunstâncias que enfrentamos. O segundo antidoto é a vacina contra a ingratidão. Por vezes, nos momentos de lutas e aflições, buscamos de Deus respostas, soluções e milagres; mas quando o recebemos, não voltamos para agradecer, tais quais os nove leprosos curados por Jesus. O veneno da ingratidão nos afasta de Deus nos momentos de paz, mas o antidoto da gratidão pode fazer-nos vigilantes frente a esse grave pecado. Reflita sobre as motivações do seu coração e sobre como anda sua gratidão.
Em terceiro lugar, quero concluir o ditado da minha avó, que também diz que “não há bem que não se acabe”. Não se esqueça que as calmarias são gotas de água em meio ao deserto, para nos fazer ter forças para a caminhada até o lar celestial, onde ali sim, tudo será paz e tranquilidade eternas.
Finalmente, lembre-se que, quer em guerra, quer em paz, o trono do Senhor permanece inabalável e seu governo soberano e eterno continua intacto apesar de tudo que se passa conosco. Confie no Senhor nos momentos de guerra e jamais se esqueça de se relacionar com ele também nos momentos de paz.

Eric Moura é missionário na IAP.

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