solidão

A solidão do Senhor e a nossa solidão

Você provavelmente já experimentou o difícil sentimento chamado solidão, não é mesmo? Ele inunda o coração e vem acompanhado de tristeza, angústia e dor emocional. A solidão é um sentimento de vazio, de falta, é também um termômetro de que algo não vai bem.

Quando nos sentimos sozinhos é um sinal de que algo não vai bem conosco mesmos, pois de certa forma é um sinal de que não gostamos da nossa própria companhia. Claro que não podemos generalizar ou afirmar essa regra a todas as pessoas que sentem solidão; mas muita gente que se sente solitária é assim por ainda não ter aprendido a gostar da própria companhia.

Veja bem: solteiros ou solteiras que vivem postando em redes sociais sua solteirice e desejo de companhia, normalmente, são pessoas que não aprenderam a amar a si próprios a ponto de gostarem de sua própria companhia; são pessoas incompletas que se sentem “metades da laranja” e não “o par” de alguém.

Claro que existem casos de solidão real, nos quais as pessoas vivem abandonadas e quase sem nenhum contato social; como o caso de alguns idosos que são abandonados em asilos pelos familiares, que raramente ou nunca os visitam. Essas pessoas, sim, sentem constantemente o sentimento de solidão e pior ainda, o abandono.

Existe também aquele sentimento de solidão esporádico e momentâneo. É aquele que dá e passa, que vem e vai. Que dura pouco tempo e que todo mundo já sentiu. Esse sentimento de solidão pode ser porque saíram e não te convidaram, ou porque se reuniram e não te chamaram; pode ser porque estás passando por uma fase difícil de saúde e teus amigos acabaram se afastando, ou porque nasceram seus filhos e tu não podes mais sair como antes. Enfim, muitas são as causas desse sentimento, mas ele dá e passa. Quando ele persiste, vale a pena procurar um profissional de saúde, pois pode ser indicio de alguma doença emocional, como a depressão.

Mas você sabia que até Jesus sentiu-se solitário? Sim! Ele se sentiu! No momento da sua maior angústia e dor, quando todos os seus amigos tinham-no abandonado, ele olhou ao céu e clamou: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mt. 27.46) Na hora de sua maior agonia, enquanto carregava em seu corpo os pecados do mundo todo, Cristo sentiu-se solitário e abandonado pelo próprio Pai, que sobre Ele derramava Sua ira, pois a justiça de Deus assim determinava.

Entretanto, o mesmo Jesus que clamou as palavras de solidão da cruz profere a mais linda promessa, enquanto ainda estava nessa terra: Eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos (Mt. 28.20). o Mesmo Cristo que sabe o que é estar sozinho e abandonado promete a nós que estará conosco TODOS os dias. Todos os dias não são alguns dias. Todos os dias envolvem os dias ensolarados e os cinzentos. Todos os dias envolvem as segundas-feiras preguiçosas e os sábados festivos. Todos os dias, meu irmão, é a garantia de presença eterna e inigualável constantemente enquanto os ponteiros do relógio celestial não marcarem o momento da gloriosa vinda e do encontro, onde ali sim, não mais haverá lagrima nem pranto! Enquanto esse dia final não chega, desfrute conscientemente da doce e revigorante presença de Jesus, que sabe o que é estar só, por isso não nos deixa só em momento algum!

Eric de Moura congrega na IAP em Vila Falchi – Mauá (SP).

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