Um Pai mais do que especial

Jesus nos ensinou a olhar para Deus como uma criança tem afeto por seu pai

Pai nosso que estás nos céus… (Mt 6:9). Ninguém, antes dele, ousou usar este termo para se referir a Deus desta maneira. Talvez, alguns, dentre os doze discípulos, devam ter sussurrado, meio sem entender o que haviam acabado de ouvir dos lábios do seu mestre: “Será que podemos mesmo chamar Deus assim?”.

No Antigo Testamento, existem algumas raras ocasiões nas quais Deus é chamado de Pai (14, para ser exato). Isaías 64:8 é uma delas, Jeremias 3:4 outra. Entretanto, em nenhum texto do Antigo Testamento, a designação “Pai”, usada em referência a Deus, assume o sentido que Jesus deu na oração do Pai Nosso.

Quando ele pronunciou a oração do Pai nosso, deve ter usado a palavra “Abba”. Não se esqueça de que ele falava em aramaico e era assim que se dizia “pai” naquela língua. Jesus se utilizou desta palavra em outra ocasião, quando conversava com o Pai, na oração do Getsêmani (Mc 14:36). Mas, o que esta palavra tem de tão especial?

Primeiro: um estudo na literatura judaica da época, sobre oração, mostra que, em  lugar algum, Deus é chamado de “Abba”, ou seja, não era comum orar a Deus chamando-o e nem o enxergando como um Pai.

Segundo: “Abba” era uma das primeiras palavras aprendidas pela criança que estava começando a falar. Ela aprendia a dizer esta palavra logo após ser desmamada. Esse era um termo infantil carregado de afeto. Ninguém ousaria dizer “Abba” referindo-se a Deus. Jesus fez isso! E mais: estendeu esse privilégio a todos nós.

Nós podemos chamar Deus de Pai. Ele é o nosso pai querido. Dirigir-se a Deus assim como uma criancinha se dirige a seu pai é dirigir-se a Deus com simplicidade familiar, com dependência, com confiança. Para uma criança, o pai é herói, é o máximo, “pode tudo”. Ela confia nele, sem reservas. Essa é a ideia deste texto. Essa é a ideia da oração do Pai nosso. Você pode confiar sem reservas no Pai celeste.

Mesmo diante dos tsunamis, das guerras e dos terremotos, não se esqueça: você, que entregou a sua vida a Cristo, tem um Pai mais do que especial: “E, porque vocês são filhos, Deus enviou o espírito do seu Filho ao coração de vocês, e ele clama: “Aba, Pai” (Gl 4:6). Se você ainda não entregou a sua vida a Cristo, que tal fazer agora? Comece hoje mesmo a desenvolver este relacionamento de filho para pai, com Deus!

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