A razão da nossa esperança

Mesmo diante da mais dolorosa circunstância, podemos confiar no amor, no cuidado e na suficiência de Cristo

 

“Como é amargo recordar meu sofrimento e meu desamparo! Lembro-me sempre destes dias terríveis enquanto lamento minha perda. Ainda ouso, porém, ter esperança quando me recordo disto: “O amor do Senhor não tem fim! Suas misericórdias são inesgotáveis. Grande é sua fidelidade; suas misericórdias se renovam cada manhã. Digo a mim mesmo: “O Senhor é minha porção; por isso, esperarei nele!”.” (Lamentações 3: 19 – 24).

Nestes primeiros meses de 2019 aconteceram várias situações que nos deixaram chocados e entristecidos: a tragédia na cidade de Brumadinho, o incêndio que tirou a vida de 10 adolescentes no Rio de Janeiro, a tragédia na escola de Suzano, entre outros. Isso, sem falar das tragédias que aconteceram fora do nosso território nacional: como o ciclone Idai que deixou um rastro de mortos em sua passagem pela África, além dos que ficaram desabrigados ou desenvolveram doenças em consequência de sua passagem. Tais notícias nos deixam com uma sensação de desamparo e de extrema tristeza, pois nos compadecemos daqueles que estão sofrendo. Às vezes, acabamos até mesmo nos perguntando: como manter a esperança em meio ao caos, às lutas, tragédias e adversidades?

O profeta Jeremias também viveu num período turbulento e de muitas tragédias. No caso dele, sua nação estava sendo invadida por um povo inimigo (a Babilônia). O exército babilônico rompeu as defesas de Jerusalém e assumiu o controle da cidade, deportando grande parte dos habitantes de Judá para a Babilônia, destruindo a cidade e o templo do Senhor. Poucos habitantes foram deixados em Jerusalém, incluindo neste caso o próprio Jeremias, mas para eles, apenas restavam ruínas, devastação, e provavelmente, um sentimento de tristeza. O livro de Lamentações escrito por Jeremias vai nos mostrar a devastação e o colapso relacionados à destruição de Jerusalém.

No entanto, é muito interessante observarmos que mesmo em meio a essa tragédia, Jeremias consegue manter a esperança. Os versículos 19 e 20 vão enfatizar o sofrimento e a perda, mas, logo em seguida, a mensagem do profeta é de esperança e fé. Como ele consegue isso? Confiando no amor e na fidelidade de Deus. Jeremias reconhecia a fidelidade graciosa do Senhor como a verdadeira constante em sua vida: tal fidelidade se renova a cada manhã. Da mesma forma, Jeremias sabia que somente o amor de Deus poderia fortalecer a sua vida e poderia ajudá-lo a enfrentar o luto, a tragédia e a perda. Para Jeremias, a fidelidade e a misericórdia do Senhor eram suficientes para viver e restaurariam sua vida diante do caos e da destruição.

Assim como Jeremias, podemos confiar sempre na fidelidade e no amor do Senhor. No nosso caso, pode ser que não enfrentemos um período de guerra, mas lidamos com a dor da perda, com problemas familiares ou no nosso trabalho, com enfermidades graves, com crises financeiras que nos abalam, somente para mencionar algumas das lutas e adversidades que enfrentamos. Como manter a esperança em meio a tais situações? Lembrando da misericórdia, do amor e da fidelidade do Senhor. É o amor de Deus que nos sustenta, nos fortalece e nos ajuda a ter esperança, aconteça o que acontecer. O que vai fazer toda a diferença em nossa vida é reconhecermos que Deus cuida de nós e é a razão de nossa esperança. A partir do momento em que entregamos nossas vidas ao Senhor Jesus e o buscamos de todo o coração reconhecemos também que ele é a razão da nossa esperança, seu amor e misericórdia se renovarão diariamente sobre nossas vidas. Desta forma, mesmo que enfrentemos a mais difícil e dolorosa circunstância, que possamos confiar no amor, no cuidado e na suficiência de Cristo, pois ele é a razão da nossa fé e esperança.

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