O EVANGELHO E O RACISMO

Racismo é pecado contra Deus e contra as pessoas. Esse tema ganhou os noticiários, nos últimos dias, por conta da morte do afro-americano George Floyd. Ele morreu sufocado, enquanto um policial, ajoelhado no pescoço do rapaz, ignorou seus pedidos de ajuda. Esse lamentável acontecimento mobilizou pessoas a protestar contra o racismo, em várias partes do mundo.

Racismo é discriminação, é preconceito dirigido a pessoas, direta ou indiretamente, por conta de sua etnia ou cor. Além de ser pecado, é crime, um comportamento que todo ser humano deve repudiar, principalmente quem conhece o evangelho de Jesus! O evangelho não compactua com estruturas segregadoras, que dividem as pessoas por status social, sexo, cor de pele, etnias etc.

O evangelho mostra que todos os seres humanos foram criados à imagem e semelhança de Deus (Gn 1:26). Esse fato, por si só, mostra o quanto cada ser humano deve ser tratado com respeito e consideração. Infelizmente, o pecado, tendo entrado na história humana, desfigurou-nos, enfeiou-nos; desperta o que de mais terrível há em nós (Gn 3).

Por conta do pecado, julgamos o outro por sua posição social, sua cor de pele, sua etnia etc. O pecado faz, inclusive, que muitos seres humanos olhem para o seu semelhante não como humano, como gente, mas como “coisa”. Contudo, em Cristo, somos redimidos e motivados a viver de maneira diferente. O evangelho ensina-nos que, em Cristo, todos são importantes e têm valor: Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus (Gl 3:28).

Um exemplo claro dessa verdade de que, em Cristo, todos somos importantes e podemos ser usados por Deus, independentemente de nossa cor de pele, etnia ou coisa do tipo, é a formação de liderança da igreja de Antioquia da Síria, uma comunidade altamente comprometida com a obra missionária em todo o mundo, de acordo com o livro de Atos. Foi a partir dessa igreja que Paulo e Barnabé foram enviados para plantar igrejas pelo mundo (At 13:2).

Preste bastante atenção à descrição da liderança dessa comunidade cristã: Na igreja de Antioquia havia profetas e mestres: Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo (At 13:1 – grifos nossos). Chamamos atenção para os nomes de Simeão e Lúcio. Simeão é chamado de “Niger”, nome latino que significa “negro”, de onde vem o nome “Nigéria”, por exemplo. Indubitavelmente, temos, aqui, uma referência à cor de sua pele. Simeão era um líder negro da igreja de Antioquia.

Lúcio, por sua vez, era conhecido por seu lugar de origem, a cidade de Cirene, que ficava ao norte da África, onde hoje está a Etiópia. Embora não possamos cravar com cem por centro de certeza que Lúcio era negro, há boas razões para crermos nisso. Esses dois líderes, com os demais, ouviram e foram sensíveis à voz do Espírito. Oraram, jejuaram e impuseram as mãos sobre Paulo e Barnabé para enviá-los à missão.

Deus usa gente de todas as etnias, de todas as cores, de todas as idades, de todas as classes sociais! Quem discrimina pessoas usa padrões malignos (Tg 2:4). O evangelho é claro: … se fazeis discriminação de pessoas, estais cometendo pecado (Tg 2:9). Fujamos desse caminho! Valorizemos e respeitemos todas as pessoas. Essa é a vontade de Deus para todos nós. Racismo é pecado contra Deus e contra o próximo.

 

 

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