O nascimento de um povo

Voltando ao 24 de janeiro de 1932

Penso que a manhã de 24 de janeiro de 1932 para João Augusto deve ter sido de inquietação, desassossego, ele mais tarde falaria como vinha se sentindo. É, ainda era cedo, mais a tarde iria chegar. Fazia um bom tempo que João queria saber sobre a Promessa do Pai, afinal… “a promessa é para todos quantos o nosso Senhor chamar”… e ele tinha certeza, também era um chamado, havia sido missionário, não podia estar confuso. Deus, ele sabia, …não é Deus de confusão… Ainda era cedo, mas a tarde iria chegar, chegaria com uma enorme e belíssima resposta, explicaria tudo. Provavelmente, arrisco afirmar, o almoço entre João e sua esposa tenha sido de poucas palavras. Não sabia, mas à tarde, ele falaria em novas línguas.  Ainda era cedo, mas aquele era o dia e não passaria, ele falaria novas línguas.  Salomão disse: “Deus tem dia, tempo e propósito para todas as coisas aqui na terra”.

Em São Paulo havia crises, coisas de gente descontente com os governos humanos, coisas que os fazem convulsionar ou, como dizemos, revolucionar. Mas isso certamente não inquietava Augusto que também era da Silveira. O que vinha à sua mente era: “Pois a promessa é para vocês, para os seus filhos e para todos os que estão longe, para todos quantos o Senhor, o nosso Deus chamar”. (Atos 2:39).  Ele acreditava, mas lhe falaram que não é coisa para se buscar, pois já ficou muito para trás, ficou lá no famoso dia de Pentecostes. Inventaram uma palavra para quem assim pensa: “cessacionismo.” Seu coração, porém, recusava aceitar.  Ainda era cedo à tarde, ele recém almoçara, mas não saciara sua fome e sede. Ele estava com muita sede, daquela água prometida, sob a redação do profeta Isaías: “Porque derramarei água sobre o sedento e rios sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes” (Is 44.3).

O sol já ia alto, mas ainda não era tardezinha, pois somente na tardezinha daquele dia as inquietações de João Augusto iriam findar. Sim, ele teria suas respostas. Deus tem destas coisas, ele sabe de todas as coisas, e pode nos dizer: “Esperem, esperai, até que do alto…” É do alto que vem boas coisas, é do alto que vem o dom perfeito.

Enfim a tarde chegou e nosso pioneiro, com absoluta resolução, entrou em seu quarto para orar. Decidido a tirar todas as dúvidas, se expõe e clama:  “Pai não me deixe morrer em condições tão incertas.” João Augusto da Silveira estava sincero e sedento diante do Pai. Queria respostas, e  naquele momento, foi cheio do Espírito Santo e começou a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhe concedia que falasse.

Maravilhado e sem saber o que fazer, pergunta em tom quase gritado para Marciolina: “Mulher! O que faço?” “Conte! Conte aos outros, marido, o que te aconteceu”, respondeu ela.

Cheio do Espírito Santo saiu jubiloso, contando, orando, debatendo e explicando que a Promessa diz respeito a todos quantos nosso Senhor Jesus chamar. Nasce um povo.

 

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