Por que eu sou cristão?

“Porque Cristo me perseguiu, porque foi dele a iniciativa!”

Considere que você esteja em uma roda de amigos ou familiares, ou mesmo no trabalho, entre um café e outro, e durante uma conversa, uma pergunta lhe é direcionada:

– Por que você é cristão?

Pego de surpresa, e considerando que o cristão é sempre chamado a prestar contas, qual seria sua resposta?

Bem, para apresentar um caminho seguro, podemos nos valer do texto de Mateus 16.15, que narra a chegada de Jesus em Cesaréia de Filipe: e perguntando aos seus discípulos disse-lhes: – E vós, quem dizes que sou? Pedro então respondeu a Cristo: – Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo!

Neste sentido, estaríamos em solo firme, se quando inquiridos, respondêssemos: “Porque Jesus é o filho do Deus Vivo, que veio ao mundo trazendo-nos a boa e indispensável notícia da salvação! Porque ele carregou nossos pecados para cruz! E na cruz, foi julgado e morreu por nós! Nos libertando do pecado e nos dando nova vida! Para nos ensinar o amor verdadeiro! Porque Cristo, cumpriu as profecias do antigo testamento sendo de forma inequívoca o Messias! O ungido que ressuscitou e voltará em breve para nos apresentar uma nova terra!”

Bem, a esta altura, acreditamos possuirmos contornos suficientes para responder à pergunta! Mas para contribuir para nossa reflexão, trazemos algumas breves considerações e as respostas dadas a esta mesma questão – Por que sou cristão? – feita pelo pastor, escritor e teólogo britânico, John Stott.

John Stott foi autor de mais de 40 livros, dentre os quais está “Cristianismo básico”, que vendeu mais de 2 milhões de cópias, sendo traduzido para mais de 60 idiomas. Dentre outros, ele foi eleito em 2005 uma das 100 mais importantes personalidades do mundo. Dedicou 73 anos de sua vida à propagação do cristianismo, vindo a falecer em 2011, aos 90 anos de idade.

Em 2003, publicou o livro “Por que sou Cristão” e responde a esta questão de seis formas distintas.

 

Primeira resposta de John Stott à pergunta “Por que sou Cristão?”

– Porque Cristo me perseguiu, porque foi dele a iniciativa!

John Stott tornou-se cristão, não porque seus pais eram cristãos, muito menos porque teve educação cristã, mas sim, porque Jesus o caçou, o perseguiu até sua aceitação em 1938: “O fato de eu ser cristão não se deve em última análise à influência de meus pais e professores, nem à minha decisão pessoal por Cristo, mas ao Cão de Caça do Céu, ou seja, ao próprio Jesus Cristo, que me perseguiu incansavelmente” (p.17).”  O autor é categórico ao afirmar que não foi ele que encontrou a Cristo, mas sim, Cristo o encontrou, o perseguiu, o cutucou e aguilhoou até sua entrega: “Se somos de fato cristãos, não é porque tenhamos nos decidido por Cristo, mas porque Cristo se decidiu por nós” (p.20)

Para ilustrar essa ação de perseguição de Cristo, esta “caça”, o autor cita alguns exemplos dentre os quais estão o de Saulo de Tarso. Stott nos relembra que em relação a Saulo (Paulo), Jesus vinha o procurando o “cutucando, o perseguindo” – em sua mente, em sua memória, em sua consciência – até culminar no decisivo e transformador encontro na estrada de Damasco que trataria de convertê-lo imediatamente, transformando o coração de Saulo, o levando a ser o principal apóstolo de Cristo.

 

Segunda resposta de John Stott à pergunta “Por que sou Cristão?”

– Porque as palavras de Cristo são verdadeiras, portanto, o cristianismo é verdadeiro!

“Eu Sou O Pão da Vida”; A Luz do Mundo; O Caminho, A Verdade e A Vida; A Ressurreição e a Vida…” “Venham a Mim e Sigam-me”.

A segunda resposta que Stott apresenta para a indagação que registrou o título do livro se refere as afirmações de Jesus que, para o autor, são verdadeiras, portanto, o cristianismo é verdadeiro, verdade esta que o fez cristão!

 

Terceira resposta de John Stott à pergunta “Por que sou Cristão?”

– Porque Cristo morreu para expiar nossos pecados, para revelar o caráter de Deus e para vencer o mal!

Julgamento e perdão. Essas duas condicionantes que estão vinculadas à mensagem da Cruz era, para Stott, um dilema divino e este dilema foi resolvido quando da crucificação. Sim, pois ao morrer na cruz, Deus em Cristo nos julgou e nos perdoou: “Quando Jesus morreu na cruz, o próprio Deus, em Cristo, recebeu o julgamento que merecíamos, e a fim de nos dar o perdão que não merecíamos” (p.60). Para o autor, há uma estrutural diferença entre o perdão que existe entre os homens, e o perdão de Deus, isto porque Deus é Santo! Ele não poderia julgar (como a justiça requer) nem perdoar (como o amor invoca) dada sua santidade: “perdoar é para o homem a mais simples das tarefas; para Deus é o mais profundo dos problemas” (p.59). Contudo, ao ser crucificado, Deus julgou as iniquidades dos homens e perdoou nossos pecados resolvendo o dilema divino: “A pena plena do pecado foi paga – não por nós, mas por Deus, em Cristo” (p.61) ”.

Continua em breve

 

Alexandro Alves Ferreira[1]

Elias Alves Ferreira[2]

[1] Pós graduado em filosofia da religião e em história das religiões, formado em História e Filosofia, bacharelando em Teologia.

[2] Pastor, atualmente congrega na IAP em Boqueirão (Curitiba-PR) e atua no Ministério de Vida Pastoral – Convenção Geral.

 

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