Saia do comum, seja normal

Vida missional não é um rótulo, é um estilo de vida

 

Já se viu lendo um texto, aleatoriamente, e de repente perceber que Deus traz à sua mente algo que precisa fazer, realizar ou mudar?  Estudando a lição da semana, resolvi ler o capitulo todo, o qual me chamou atenção uma situação atual, que faz lembrar algo que muitos têm vivido. Em vez de tomarmos uma atitude e resolvermos, nos escondemos atrás de diversas justificativas, todas coerentes com o contexto da nossa vida, mas incoerentes com a palavra de Deus.

Nos últimos anos, o que mais temos aprendido, ouvido, assistido, refletido, vivenciado, alertado e estudado é sobre vida missional, viver todos os momentos do nosso dia para Cristo, desde o acordar até o deitar. Viver como Cristo viveu, onde quer que estejamos, lembrarmos e anunciarmos a Cristo.

Já sei que você irá retrucar dizendo: “não posso falar de Cristo durante meu expediente, não ganho pra isso!”, ou “na escola, preciso focar no professor, se me distrair, não aprendo o que está ensinando!”, e por aí vai… E acredite, concordo plenamente com você. Há momento para tudo. Porém em todos os momentos, mesmo durante nossas tarefas diárias, vivamos Cristo, evangelizando de formas diferentes.

Deus nos capacitou para pregar o evangelho. Creia nisso. Em Êxodo 31:1-11, Deus disse a Moisés quem ele escolheu para preparar o lugar santo, e também seu ajudador (Moisés não pode escolher nem o ajudador). Para que o escolhido fosse capacitado, Deus o encheu do Espírito Santo, dando-lhe destreza, habilidade e plena capacidade artística para realizar o design de Deus (significa que ele não teria se Deus não o tivesse dado) e capacitou todos os artesãos do local, para que executassem exatamente do jeito dele, como ordenou (capacitou até os que já exerciam a profissão).

Então por que deixamos de nos relacionar intencionalmente com nossos amigos, vizinhos, familiares? Crie metas para alcançar essas vidas para Cristo! Elabore reuniões de bate-papos informais, com pipoca, pizza, cachorro quente. Conte algo que aconteceu em sua vida, uma benção recebida, intencionalmente, para que desperte o interesse da pessoa em saber detalhes. Convide para passear de bicicleta e fale intencionalmente sobre algum lugar que visitou com um grupo de amigos da igreja, despertando o interesse da pessoa em fazer parte desse grupo. Faça um chá da tarde e convide as  vizinhas para se conhecerem, reúna as crianças da rua e façam uma brincadeira dirigida com elas e os pais… Temos muito a oferecer ao mundo.

Atualmente, a cada quatro segundos uma pessoa se suicida, e sabe por quê? Porque não encontrou nenhum propósito real e motivador para continuar vivendo. Você pode ser essa pessoa motivadora. Nós nos esquecemos muito rapidamente da quantidade de bençãos que recebemos de Deus, e justamente esses testemunhos podem salvar vidas. Não escolha ser um crente de banco, inútil para a obra. Tome a atitude de fazer algo na casa de Deus e ao seu redor.

Por vezes escutamos algumas justificativas do tipo: “ainda não descobri meu dom, na igreja tudo que já pensei em fazer, tem alguém fazendo…”. Que tal começar na portaria, chegando uns 15 minutos mais cedo, recebendo as pessoas com um sorriso no rosto, um abraço acolhedor? Sabe quantas pessoas chegam à igreja, para cultuar pela última vez, por que já perderam a esperança de que Deus irá atender seu clamor? Já pensou que pode ter algum ministério trabalhando com dificuldades, porque não tem ninguém que, além de se dispor, tome a atitude de ajudar? Já tentou ligar para os irmãos que estão adoecidos fisica ou espiritualmente, para simplesmente dizer: “lembrei de você hoje, e senti o desejo de orarmos juntos”.

Nosso deserto, seja ele financeiro, moral, profissional, estudantil ou familiar, dói muito menos do que os que não conhecem a Cristo, ou estão fracos na fé, pois já estão desacreditados do seu futuro. O nosso deserto é de dor também, mas regado com paz de espírito, com alegria ao cantarmos louvores, ao cultuarmos. Nossa ansiedade cai quando o Espírito Santo trabalha em nós, nossa fé aumenta à medida que o deixamos agir.

Não perca o foco! Deus se importa com você e com a obra que realiza, seja ela qual for. Pode ser comum a muitos cristãos viverem na orla do Reino mas não é normal viver assim! Deus nos criou para o adorarmos e evangelizarmos! Vida missional não é um rótulo, é um estilo de vida! Saia desse marasmo, ponha a mão no arado, e siga avante! Se para a maioria das pessoas é comum viver a sua própria vida cristã, sem se preocupar com o próximo, não significa que é um pensamento normal. Normal é tomar uma atitude quando presenciar uma vida sem Cristo, é ajudar a salvar quem pensa que não tem mais solução. Foi assim que Jesus Cristo agiu e nos ensinou. E lembra de Paulo? Combati o bom combate. Você está combatendo o bom combate? Ou só incentivando quem está na luta?

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