“Ei, você, carregue a cruz!”

Lucas 23.26 / Lucas 9.23

A primeira verdade que descobrimos nos textos de Lucas 23.36 e Lucas 9.23 é que a cruz não veio para as costas de Simão Cireneu porque ele quis, não foi algo opcional, ele foi obrigado a carregar a cruz de Jesus.

Após um dia de trabalho intenso (o texto diz que ele voltava do campo) o que ele mais queria fazer, imagino eu, era chegar em casa e descansar.

A cruz de Cristo ou parte dela (a trave) veio para ele carregar, foi algo inesperado, pois até então ele era só mais um na multidão.

Ao que consta, ele era de Cirene, uma cidade localizada no norte da África. Atualmente, essa região fica na Líbia, a oeste do Egito. Sua esposa e seus filhos eram conhecidos dos cristãos romanos (Marcos.15.21, Romanos 16.13)

Pelos textos bíblicos, entendemos que eles foram da Igreja primitiva e quanto a Simão, particularmente acredito que o incidente da cruz de Cristo tão perto de si fez diferença em sua vida, assim como tem feito diferença nas nossas vidas. Deus pode ainda retirar do meio da multidão um pecador perdido nos seus delitos e pecados e conduzi-lo ao aprisco de Cristo.

No meio da multidão nos escondemos, nos perdemos. No meio da multidão sumimos, a não ser que a graça de Deus nos alcance.

A graça de Deus me alcançou, quando era coroinha na Igreja Católica Apostólica Romana em Teófilo Otoni (MG) e ouvia o hino: “Com amor eterno eu te amei, dei a minha vida por amor, agora vai também ama teu irmão”. Desde de lá, senti imensa atração pela graça de Deus (Jeremias 31:3).

É Deus quem nos atrai, independente das circunstâncias ou lugar, suas cordas ou seus laços de amor se manifestam num coração intranquilo, pesaroso, cansado, desesperançado e sedento por Deus. Não resista à atração maior de Deus, não resista a graça de Deus, pois ela é maior que a sua vida.

A caminho do Gólgota, o corpo de Jesus foi dilacerado, foi moído pela pancadaria desenfreada dos seus algozes. Socos, pontapés, chicotadas, cuspes, sangue derramado, sofrimento, vitupério, abandono.

Neste momento crítico de violência exacerbada é que aparece Simão de Cirene, ele é forçado a levar a cruz. Chicotes estralavam no ar, sofrimentos físicos, psicológicos, choros das filhas de Jerusalém.

Até aquele exato momento Simão respondia aos seus interesses, quem sabe alheio a tudo que estava acontecendo e movido por sua curiosidade cognitiva.

A Cruz de Cristo me mostra que mesmo resignado, maltratado, sofrendo, chorando, entristecido, consigo caminhar. A cruz de Cristo é a identificação do cristão que sofre perseguições por causa do evangelho límpido.

Por causa da cruz, suas aspirações e objetivos são redirecionados no seguir atrás de Jesus como Simão, mesmo consternado, desconfortável, sua fé e amor por Cristo muda suas conceituações e razões, você diz:

Ei, você, carregue sua cruz até o final, Deus está velando por ti, para que você percorra todo o trajeto do “bom combate”. Lembrando que o próprio Jesus ensinou: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me” (Lucas 9:23)

 

Pr. Omar Figueiredo congrega na IAP em Pq. Edu Chaves (São Paulo, SP)

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