Pr. João Augusto da Silveira, o fundador da Igreja Adventista da Promessa

Aquele menino que nasceu em Murici (Al) tornou-se um intrépido servo de Deus. Pulso firme no comando da Igreja, a liderança do pastor João Augusto era segura e inteligente. Soube conduzir a Igreja no caminho correto em todas as áreas da administração. Sabia comandar, dividir responsabilidades, quando falar e o que falar, sem ferir sentimentos. Suas palavras eram acompanhadas de amor, sabedoria e idoneidade. Nunca pensou em ser o maior pelo fato de ser o fundador, mas agia como servo submisso ao legítimo Senhor da Igreja e às suas ordenações presbiteriais.

A família Silveira era composta de João Augusto da Silveira, sua esposa, Marcionila Ferreira da Silveira e seus cinco filhos: Jair, Otoniel, Junílio, Osi e Divalda.

Após Deus ter respondido à oração do pr. João Augusto, em 24 de janeiro de 1932, e ter-lhe concedido o batismo no Espírito Santo, conta-nos seu filho Otoniel: “Papai desapareceu no dia seguinte e só voltou à casa depois de oito dias”. (Tinha ido contar ao irmão Manuel de Melo e desse a muitos outros irmãos, o que Deus lhe tinha feito). Daí para frente, choveram-lhe cartas e convites para relatar sobre a manifestação do poder de Deus em, sua vida, o que resultou em sua vinda ao Sul do País, só podendo retornar ao lar quase nove meses depois. 

O pastor João Augusto retornou ao Nordeste e logo mais mudou-se, definitivamente, com a família, para o sudeste do País. Em São Paulo moraram em vários lugares e por último, no bairro de Vila Matilde – Capital.

Como jornalista, o pastor João Augusto da Silveira era o responsável técnico por nossas revistas; leitor assíduo da boa literatura; através de jornais e revistas estava sempre em dia informado dos acontecimentos locais, regionais, do País e mundiais; profundo conhecedor de fato históricos e geográficos espalhados pelo mundo afora.

Em 1948, com 51 anos de idade a irmã Marcionila faleceu, causando perda irreparável para toda a família promessista. Em 28.02.1949 o pastor João Augusto casou-se com a irmã Zilda Moreira da Silva, com quem conviveu até sua morte.

   

Contato com o evangelho

João não sabia nada sobre denominações evangélicas, em seus tempos de juventude, mas foi convidado pelo Sr. Felix, fundador da Igreja Presbiteriana em São Luis do Maranhão, para ir à igreja, o que se deu em 24 de dezembro de 1909. Lá estava um dos maiores pregadores da época, o reverendo Eduardo Carlos Pereira.

Outra providência divina já começava a se esboçar ali naquele templo. Ao findar os trabalhos, nos bancos da Igreja estavam vários folhetos. O Sr. Felix diz ao seu convidado: “Estes folhetos são sabatistas”.
No dia seguinte, atendendo ainda ao convite do Sr. Felix, foi à sua residência. Qual não foi a sua alegria ao receber das mãos daquele homem uma Bíblia Sagrada, como presente, dedicada a ele com data de 25 de dezembro de 1909.

O pastor João Augusto permaneceu no ministério ativo dos adventistas do 7º dia de 1918 a 1928. Adquiriu uma pequena casa perto do templo Adventista, em Recife (Pernambuco) pretendendo, com isto não se afastar dos princípios de fé e proporcionar à sua família possibilidades e facilidades em congregar-se. Mas com o passar do tempo vai se desgostando e deixa de congregar.

A conferência em São Paulo, de 1928, recusou a prática de se receber, por votos, crentes procedentes da Igreja Batista e os já recebidos teriam de passar por novo batismo. Com a notícia, muitos crentes fieis não concordaram e se desligaram do movimento. Com o passar do tempo criaram uma congregação,  liderados pelo senhor Oséas Lima Torres. O pr. João Augusto, juntamente com o irmão Godofredo Wanderley e respectivas famílias, passaram a congregar com eles, por pouco tempo.

Em 1929, em Caruaru, o pastor João Augusto encontra-se com o irmão Manuel “Caboclo” (Manuel Lourenço do Nascimento), adventista do 7º dia, que lhe pergunta: “O senhor já recebeu o batismo no Espírito Santo? Não, respondeu João Augusto. “Não sei se irei recebê-lo. Mas a promessa é para tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar. Todos temos direito a ela”. O irmão Caboclo põe as mãos nos ombros do pastor João Augusto e diz: “Quando O receber, escreva-me, que também desejo”. O pastor João Augusto prometeu que o faria, se isso lhe acontecesse.

O livro Marcos que Pontilham o Caminho – 1ª edição, páginas 62 e 63 dá o seguinte relato:

“Um dia, o pastor João Augusto encontra-se com um dos decepcionados separatistas, defronte do salão deles e este lhe diz em tom de lamento: “Estou muito triste, pois à noite passada, sonhei com esta casa incendiando-se”. – Maravilhoso! Respondeu João Augusto. “Fogo, meu caro, é símbolo de purificação. Quem sabe se Deus vai queimar a miséria espiritual que domina essas poucas almas, que ainda restam e se reúnem neste salão”. O pastor João Augusto não soube precisar quantos dias se passaram desde que essas palavras foram proferidas. O certo é que o dia 24 de janeiro de 1932 já estava ao entardecer. Após a refeição vespertina, ele toma de sua Bíblia e passa a recapitular as passagens referentes à Promessa do derramamento do Espírito Santo, no livro de Atos dos Apóstolos”.

Palavras do Pr. João Augusto: “Como em ocasiões anteriores, senti, também, minha alma feliz. Perguntei a Deus, dentro de mim mesmo: por que experiência tão gloriosa, que a Igreja de Jesus Cristo nos primeiros dias recebeu, cuja promessa não tem limite de tempo, lugar e pessoas, não era recebida, agora, pela Igreja cristã hodierna? Não obstante ser dito que a bênção de Abraão seria extensiva aos gentios por Jesus Cristo e para que, pela fé, nós recebamos a promessa do Espírito? (Gl 3:14).

Nesse momento algo de sobrenatural me impulsionou a entrar no meu aposento. O que fiz e ali, ajoelhado, perto de minha cama com as mãos e olhos erguidos aos céus, pedi a Deus, como quem conversava com a maior confiança de um filho a seu pai, que reciprocamente se estimam, que alegrasse minha alma e não me deixasse ser surpreendido pela morte em circunstâncias espirituais tão incertas. Ah! como a história se repete. Não pedi para ser batizado com o Espírito Santo, mas Aquele que prometeu o Consolador aos seus discípulos e O deu lá no Cenáculo e, posteriormente, à Sua Igreja, respondeu à minha oração. Em línguas estranhas e glorificações ao Pai e ao Cordeiro Exaltado, o Espírito Santo completou em meu ser a obra excelsa da Trindade. Possuído do gozo que experimentava o meu coração, levantei-me da oração e glorifiquei a Deus pelo que havia recebido”.

Depois dessa experiência maravilhosa, levantou-se e contou-a sua esposa, que lhe disse: “Só posso crer no que você diz. E o que vai fazer agora?” – “Se eu pregava necessidade do batismo no Espírito Santo, sem ainda o ter recebido, com maior convicção o farei doravante”. Abraçaram-se e choraram.

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