Janeiro Branco por Dra. Liege

O mês de janeiro é o mês escolhido para chamar a atenção para os cuidados com a saúde mental e emocional. Essa campanha é denominada “Janeiro Branco”. Para conhecer um pouco mais do assunto, o Ministério de Mulheres entrevistou a médica psiquiatra Dra. Liege Cristina Esteves Altomari Berto. Leia e compartilhe, temos certeza de que essas informações poderão ajudar muitas pessoas que estão sofrendo emocionalmente.

 

MM – Quando e por que teve início a campanha do “Janeiro Branco”?

Dra. Liege – A campanha teve início em 2014.

Foi escolhido o primeiro mês do ano porque as pessoas estão mais propensas a pensarem em suas vidas (em suas relações sociais, em suas condições de existência, em suas emoções e em seus sentidos existenciais) e então propensas a escreverem ou a reescreverem as suas próprias histórias de vida.

O seu objetivo é chamar a atenção da humanidade para as questões e necessidades relacionadas à Saúde Mental e Emocional, tanto das pessoas quanto das instituições humanas, para termos uma humanidade mais saudável.

 

MM – Qual o conceito de saúde mental?

Dra. Liege – Não há um conceito específico, mas a saúde mental é caracterizada por um estado de bem-estar no qual uma pessoa é capaz de apreciar a vida, trabalhar e contribuir para o meio em que vive ao mesmo tempo em que administra suas próprias emoções. Isso quer dizer conseguir lidar tanto com sentimentos positivos, como alegria, amor e coragem, como com os negativos, como tristeza, ciúmes e frustrações, sem adoecer.

 

MM – Vivemos um período atípico com a Covid-19, que agravou muito a saúde mental das pessoas. Como identificar os sintomas de uma saúde mental prejudicada?

Dra. Liege – Quando a pessoa acometida muda seu comportamento. Pode ser muito sutil, como por exemplo, dificuldade em dormir ou acordar, comer a mais ou a menos, passar a ficar mais introspectivo, entre outros. Ou muito exuberante, como por exemplo, começar a praticar a automutilação, isolamento social total, tricotilomania (retirar pelos do corpo), agressividade e, o mais importante, desinteresse pelas coisas que gosta de realizar. Qualquer sinal que mostre mudanças de comportamento, procure ajuda, ofereça ajuda, essas mudanças indicam fortemente que há uma saúde mental doente.

 

MM – Quais cuidados devemos ter para usufruirmos de uma saúde mental equilibrada?

Dra. Liege – Praticar exercícios físicos com regularidade, alimentação saudável, afastar-se de tudo que é tóxico (pessoas, ambientes), falar sobre seus problemas (pode ser com uma pessoa confiável, ex: um (a) amigo (a), um profissional, pode também escrever um diário.

 

MM – Existe pré-disposição para desenvolver problemas emocionais?

Dra. Liege – Infelizmente sim! Hoje sabemos que as doenças psiquiátricas têm fortes bases genéticas! As doenças psiquiátricas que têm bases genéticas podem acontecer com ou sem gatilho (serem provocadas).

 

 

MM – Como podemos participar de forma ativa e positiva, da Campanha do Janeiro Branco?

Dra. Liege – Precisamos de todo mundo para mudar o mundo. Um mundo melhor, com mais harmonia, mais paz nas relações sociais e com todos os indivíduos esbanjando saúde pressupõe um grande pacto universal em benefício da Saúde Mental de toda a humanidade!

Todos nós podemos ser agentes de Saúde Mental nas vidas de todas as pessoas e, como seres políticos e sociais, também podemos cobrar, das autoridades públicas, mais projetos, mais iniciativas e mais políticas públicas em benefício de um mundo com mais Saúde Mental!

Quem cuida da mente, cuida da vida! E quando o assunto é Saúde Mental, todo cuidado conta.

 

MM – Como identificar quando precisamos de ajuda profissional (psicólogos e psiquiatras)?  Onde buscar ajuda?

Dra. Liege – Evidentemente que são inúmeros os fatores que podem contribuir para a realização do tratamento, mas alguns aspectos podem ser considerados fundamentais para colaborar para a  pessoa buscar, de fato, ajuda de um profissional.

  1. A) Sintomas físicos: Taquicardia, dores no estômago, dores musculares, dores no peito, cansaço físico, desânimo, diarreia, sudorese, problemas de pele, são alguns exemplos de sintomas.
  2. B) Sensação de não pertencer a algum lugar.
  3. C) Quando os sintomas interferem no cotidiano.
  4. D) Dificuldades nos relacionamentos.
  5. E) Vida que não segue após trauma ou perda.
  6. F) Desinteresse pelas coisas que gostava de fazer (aqui mora o perigo: nada mais tem sentido).

Nos dias atuais é muito fácil ter acesso aos profissionais que podem ajudar no tratamento. Psiquiatras e psicólogos, ambos estão disponíveis tanto na rede pública como na rede privada! E após a pandemia, muitos desses profissionais estão disponíveis também nas plataformas digitais com consultas on-line, inclusive.

 

Dra. Liege Cristina Esteves Altomari Berto é casada com Egmar Jamil Berto, mãe de Isaac  e Flórence, e é Psiquiatra pós graduada, CRM 149.087

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