O sorriso no olhar 

O mundo mudou!

Temos ouvido essa exclamação com frequência nos últimos meses, como um sonho ruim de uma noite maldormida a pandemia chegou e nos impôs mudanças severas. O biólogo Átila Lamarino, durante entrevista à BBC Brasil, defendeu: “Entender que o mundo novo é esse, nos ajudará a enfrentar uma série de desafios que ainda virão, porque uma coisa é certa: o mundo não será como antes”.

A pandemia modificou mais do que os horários do comércio, os hábitos de higiene e os parâmetros da saúde pública, mudou os nossos relacionamentos como um todo. Quando falamos em isolamento social, distanciamento do toque físico até dos familiares e o uso de máscaras para mediar o contato com o mundo, tocamos em algo essencialmente humano, a necessidade de interação com os nossos grupos sociais e a troca de afetividade. Inegavelmente estamos passando por uma transformação de comportamento e perdemos parte das nossas capacidades de expressão emocional com esses novos hábitos sociais.

Sabemos que para manter a qualidade de nossas interações teremos que nos olhar, gesticular mais e verbalizar com mais frequência o que sentimos. Alguns cientistas descrevem que nossos olhos são a única parte do nosso cérebro que está diretamente exposta ao mundo. Assim, olhar outra pessoa nos olhos seria o jeito mais próximo de acessar o cérebro dela, ou, dito de um jeito mais poético, de tocar sua alma.

Portanto, que nossos olhos falem por nós, que eles possam sorrir ao nos vermos e que  abracem enquanto ainda não podemos. Em Provérbios 15:15 lemos “ todos os dias são difíceis para os que estão aflitos, mas a vida é sempre agradável para as pessoas que têm o coração alegre”.

Como portas de nossa alma, os olhos comunicam os nossos sentimentos e podem ser uma eficaz ferramenta para transmitir carinho e ânimo ao nosso próximo.

Os dias atuais estão difíceis, mas o nosso olhar não pode se perder, o alvo não mudou, que sejamos desafiados a nos sustentarmos com olhares de empatia, graça e amor.

Jéssica Fernanda Pupo Vermelho, psicóloga especialista em Saúde Mental (FAMERP), casada com Yuri Vermelho, congrega na Igreja Adventista da Promessa do Jardim Urano em São José do Rio Preto/SP.

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